PenalvaMA

33.534 habitantes · IBGE 2108306

IA

Resumo socioambiental

Penalva/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com cobertura de água de apenas 11,2% em 2024 — muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 2 do país, ou seja, entre os piores do Brasil. A situação se agrava pelo elevado índice de perdas na distribuição, que atingiu 81,0% em 2024 (percentil 97, pior que 97% dos municípios), indicando que a maior parte da água captada não chega ao consumidor. Chama atenção que, mesmo com cobertura mínima, as perdas cresceram 16,4% na série, sugerindo deterioração da infraestrutura ou falta de investimento em manutenção da rede existente.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante: apenas 34,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9%, e 52,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos (percentil 94). Houve melhora relativa em relação a 2010 (quando o destino inadequado chegava a 69,4%), mas o município permanece muito distante do padrão nacional e estadual. Essa carência sanitária tem relação direta com o aumento expressivo das emissões de resíduos, que mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+108,2%, chegando a 16.672 tCO₂e), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando Penalva no percentil 80 nesse indicador.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município somaram 1.301.143 tCO₂e em 2024, com alta de 29,8% frente a 2010, colocando Penalva no percentil 92 nacional — um volume expressivo mesmo considerando o porte populacional (~33,5 mil habitantes). As emissões de energia também cresceram fortemente (+153,3%), embora ainda estejam abaixo da mediana nacional (14.646 tCO₂e ante 18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos de 2016 (2 cheias e 1 seca) sinalizam vulnerabilidade hidroclimática adicional, reforçando a necessidade de políticas integradas de saneamento e gestão ambiental.

Em síntese, Penalva combina baixíssima cobertura de água e esgoto com altas perdas operacionais e emissões crescentes de GEE e resíduos, configurando um cenário de vulnerabilidade socioambiental estrutural que demanda investimento prioritário em infraestrutura de saneamento, redução de perdas hídricas e gestão adequada de resíduos sólidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

11.2%

2024

2
6.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

81.0%

2024

3
16.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

34.7%

2022

5
13.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.3%

2022

6
24.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.301.143 tCO₂e

2024

8
29.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.672 tCO₂e

2024

20
108.2% no período

Emissões de energia

SEEG

14.646 tCO₂e

2024

55
153.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.