PerdizesMG
17.830 habitantes · IBGE 3149804
Resumo socioambiental
Perdizes/MG apresenta um saneamento com sinais contrastantes: a cobertura de água caiu para 63,8% em 2024 (queda de 7,6 pontos desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (83,3%), no percentil 37. Em contrapartida, o tratamento de esgoto atinge 85,5% (2024), muito acima da mediana do país (33,3%) e da média mineira (44,6%), colocando o município no percentil 89 nesse quesito. A coleta de esgoto, embora tenha recuado de 100% (2013-2021) para 82,5% em 2024, ainda supera a mediana nacional (59,9%) e a UF (78,2%). Chama atenção que essa estrutura de tratamento relativamente robusta opera com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, sugerindo dependência de poucos ativos e vulnerabilidade a falhas operacionais, como parece refletir a própria queda na cobertura de água e no esgotamento coletado nos últimos anos.
As perdas de água, de 16,8% em 2024, mostram melhora expressiva frente aos anos anteriores (pico de 26,8% em 2017) e ficam bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), no percentil 17 — um dos pontos mais positivos do dossiê. Do lado dos resíduos domiciliares, o destino inadequado caiu de 20,3% (2010) para 7,2% (2022), avanço de 64,4%, superando a mediana do país (14,9%) e ficando próximo da média estadual (7,4%). Contudo, a coleta domiciliar de resíduos (76,7% em 2022) está estagnada na mediana nacional (76,9%) e distante da UF (86,1%), indicando espaço para expansão da cobertura de coleta mesmo com a melhora na destinação final.
O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 1.073.771 tCO₂e em 2024, alta de 42,2% desde 2010, situando o município no percentil 90 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). O crescimento é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou de 47.150 tCO₂e (2010) para 175.778 tCO₂e (2024), variação de 272,8%, com pico em 2022 (255.069 tCO₂e), no percentil 88 nacional. As emissões de resíduos também cresceram (+15,8%, para 16.148 tCO₂e em 2024), percentil 79, o que é coerente com o aumento populacional e a expansão urbana, mas contrasta com a melhoria observada no destino inadequado de resíduos domiciliares — sugerindo que a redução dos passivos de disposição não tem sido acompanhada de mitigação equivalente nas emissões associadas ao tratamento.
Em geração de energia limpa, o município permanece estático desde ao menos 2010: potência hidráulica de 2 MW (percentil 27) e biomassa de 175 kW (percentil 5), ambas sem variação na série histórica, o que evidencia baixo investimento em fontes renováveis locais frente ao crescimento das emissões de energia. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Perdizes combina avanços notáveis em tratamento de esg
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
85.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
16.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.073.771 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.148 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
175.778 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
