PerdõesMG

21.991 habitantes · IBGE 3149903

IA

Resumo socioambiental

Perdões/MG apresenta indicadores de saneamento acima da mediana nacional, mas com trajetória de deterioração relativa nos serviços de água e esgoto ao longo da última década. A cobertura de água atingiu 80,9% em 2024, com queda de 8,6% desde o início da série, ainda superior à mediana nacional (73,2%) mas ligeiramente abaixo da média mineira (83,3%). A coleta de esgoto, que chegou a alcançar 100% em 2014, recuou fortemente para 72,7% em 2024 (variação de -25,8%), embora permaneça acima da mediana do país (59,9%). O ponto mais positivo do saneamento é o salto no tratamento de esgoto, que praticamente inexistia até 2021 e chegou a 39,7% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e aproximando-se do patamar estadual (44,6%) — um avanço expressivo, mas que ainda convive com quase 30% do esgoto coletado sem tratamento adequado. A perda de água na distribuição, de 26,5%, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à mineira (35,8%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede.

Do ponto de vista de resíduos sólidos domiciliares, o município está bem posicionado: 92,2% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média de MG (86,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 2,7%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e do percentil estadual. Essa melhora na destinação domiciliar, contudo, não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 17,9% desde 2010, atingindo 10.817 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a boa cobertura de coleta não elimina o impacto climático da destinação final, possivelmente ligado a aterros sem captura de metano.

No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 174.287 tCO₂e em 2024, estáveis frente a 2010, mas acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 57. O setor de energia é o principal impulsionador desse quadro, com crescimento de 33,9% na série e 100.623 tCO₂e em 2024 — valor muito superior à mediana nacional (18.929 tCO₂e), colocando o município no percentil 81, o que indica forte dependência de fontes emissoras no consumo energético local, mesmo havendo capacidade hidráulica instalada estável de 30 MW desde 2010.

Em síntese, Perdões avança de forma consistente no tratamento de esgoto e na gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios na manutenção da cobertura de água e esgoto, além de pressão crescente das emissões de energia e resíduos, que merecem atenção prioritária dos gestores para equilibrar a trajetória ambiental do município nos próximos anos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.9%

2024

61
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.7%

2024

62
25.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

39.7%

2024

54

Perda de água

SNIS/SINISA

26.5%

2024

56
27.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.2%

2022

83
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.7%

2022

85
64.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

30 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

30 MW

2024

71
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

174.287 tCO₂e

2024

43
0.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.817 tCO₂e

2024

32
17.9% no período

Emissões de energia

SEEG

100.623 tCO₂e

2024

19
33.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.