PeriquitoMG
6.647 habitantes · IBGE 3149952
Resumo socioambiental
Periquito/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 76,0%, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 54, após recuperação relevante frente aos anos anteriores (64,8% em 2023). A coleta de esgoto, contudo, recuou de patamares próximos a 100% entre 2015 e 2021 para 88,6% em 2024 — ainda bem acima da mediana nacional (59,9%) e no percentil 81 —, mas o dado mais preocupante é o tratamento de esgoto, que caiu a 0,0% em 2024, revertendo os cerca de 16% alcançados em 2020-2021 e ficando distante da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%, percentil 24). Ou seja, o município coleta grande parte do esgoto gerado, mas não trata nada, o que representa um retrocesso sanitário e ambiental significativo, mesmo havendo 3 ETEs registradas (2020), número acima da mediana nacional (1 unidade, percentil 93) — o que sugere problema operacional nas estações existentes, não ausência de infraestrutura.
As perdas de água também são elevadas e crescentes: 39,1% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), com trajetória de piora desde 2019 (27,6%), indicando ineficiência na gestão da rede que pressiona a sustentabilidade do abastecimento mesmo com a cobertura em recuperação. Do lado dos resíduos domiciliares, houve avanço expressivo: coleta domiciliar subiu de 67,0% (2010) para 83,7% (2022), e o destino inadequado caiu de 33,0% para 16,3% no mesmo período, aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante da UF (7,4%). Essa melhora na gestão de resíduos é compatível com a estabilidade das emissões de resíduos (3.969 tCO₂e em 2024, variação de apenas +1,7%), que seguem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O ponto mais crítico do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 88.885 tCO₂e (2023) para 718.220 tCO₂e (2024), variação de +379,4% frente à série histórica estável entre 90 mil e 190 mil tCO₂e desde 2010. Esse aumento não é explicado por energia (que caiu 26,3%, para 37.338 tCO₂e) nem por resíduos, sugerindo mudança abrupta em outra categoria de fonte (provavelmente uso da terra ou agropecuária, não detalhada neste dossiê), e coloca o município no percentil 86 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Esse resultado merece investigação prioritária pelos gestores, dado o descolamento total da trajetória histórica.
Em síntese, Periquito avança na gestão de resíduos sólidos e recupera parcialmente a cobertura de água, mas enfrenta retrocesso grave no tratamento de esgoto (zerado em 2024) e um salto atípico nas emissões totais de GEE, dois pontos que devem orientar prioridades imediatas de investimento e apuração técnica.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
76.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
88.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
23 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
23 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
718.220 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.969 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.338 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
