PeritibaSC

3.039 habitantes · IBGE 4212601

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Resumo socioambiental

Peritiba/SC apresenta em 2024 um quadro de saneamento intermediário e emissões relativamente baixas no comparativo nacional, mas com sinais de deterioração recente em indicadores-chave. A cobertura de água atingiu 64,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 38. Mais preocupante é a trajetória: após atingir 78,9% em 2021, a cobertura recuou consecutivamente até o valor atual, uma queda expressiva que contrasta com a evolução positiva da década anterior. A perda de água, por sua vez, está em 27,8%, ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), mas também em trajetória de alta desde o mínimo de 22,7% registrado em 2018.

No saneamento domiciliar, o município mostra desempenho misto frente ao Brasil. A coleta de resíduos alcança 84,6% dos domicílios (2022), superior à mediana nacional (76,9%), embora com leve retração frente a 2010 (86,6%). O destino inadequado de resíduos caiu de forma acentuada, de 13,4% para 6,3% entre 2010 e 2022, uma redução de 52,9% que é positiva, mas ainda superior ao percentual médio do estado (3,2%), indicando espaço para avanço na gestão de resíduos sólidos locais.

Em emissões de GEE, Peritiba está bem posicionada nacionalmente: os 51.119 tCO₂e de 2024 representam apenas o percentil 21 no ranking nacional, bem abaixo da mediana (138.513 tCO₂e), com queda de 14,9% no último ano após picos em 2017 e 2021. Contudo, chama atenção o comportamento oposto dos resíduos, cujas emissões subiram 43,8% desde 2010, atingindo 2.902 tCO₂e em 2024 — tendência que dialoga com a menor cobertura de coleta e destino inadequado ainda presente, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos merece atenção prioritária mesmo com o indicador global de emissões favorável.

Do ponto de vista hidrológico, os dados de 2016 (únicos disponíveis) registram ausência de cheias, mas 6 ocorrências de seca observada, valor moderado frente ao total estadual (857) no período. A potência hidráulica instalada permanece estável em 1 MW desde 2018, no percentil 22 nacional, refletindo baixa infraestrutura energética hídrica local. Em conjunto, os indicadores apontam a necessidade de retomar investimentos em abastecimento de água e monitorar a escalada das emissões por resíduos, temas que devem orientar as prioridades de gestão ambiental do município nos próximos ciclos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.2%

2024

38
2.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.8%

2024

54
19.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.6%

2022

65
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

71
52.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

22
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

51.119 tCO₂e

2024

79
14.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.902 tCO₂e

2024

76
43.8% no período

Emissões de energia

SEEG

6.124 tCO₂e

2024

75
15.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.