PescadorMG

3.587 habitantes · IBGE 3150000

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Resumo socioambiental

Pescador/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 85,6%, acima da mediana nacional (76,5%) e superior à média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 64. Após anos de oscilação entre 2014 e 2021, esse indicador recuperou-se de forma expressiva (+0,9% no último ano, mas com salto relevante frente a 2021, quando estava em 72,1%). Em contrapartida, a perda de água na distribuição atingiu 49,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), colocando o município no percentil 84 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Esse dado é preocupante, pois indica ineficiência operacional crescente do sistema, com aumento de 159,5% em relação a 2021, o que compromete a sustentabilidade dos ganhos recentes em cobertura.

No saneamento de esgoto, a coleta atingiu 93,8% em 2020, superior à mediana nacional (87,8%) e à média de Minas Gerais (85,0%), refletindo boa infraestrutura de rede. Entretanto, o tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com 0,0% em 2022, muito distante da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), situando o município no percentil 25. Essa lacuna entre coleta e tratamento é crítica: todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que pode explicar parte da pressão ambiental local, embora não se reflita diretamente nas emissões de resíduos monitoradas pelo SEEG.

Quanto a resíduos sólidos, 77,2% dos domicílios têm coleta (2022), próximo à mediana nacional (76,9%), mas abaixo da UF (86,1%). O destino inadequado ainda atinge 18,2% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média mineira (7,4%), indicando desafio persistente na gestão de resíduos, apesar da melhora de 20,5% desde 2010. As emissões de resíduos, de 1.936 tCO₂e em 2024, permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 11, sugerindo que o problema é mais de gestão inadequada do que de volume emitido.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 65.966 tCO₂e em 2024, valor inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 28, com queda de 15,5% em relação ao ano anterior, embora com oscilações ao longo da série. As emissões de energia caíram 58,1% desde 2010, para 1.915 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional. Os dados hidrológicos de 2016 mostram ausência de registros de cheia e apenas 1 registro de seca, sem grandes destaques frente aos parâmetros estaduais. Em síntese, Pescador avançou em cobertura de água e coleta de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais relevantes em perda de água, ausência de tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos, que merecem atenção prioritária da gestão pública local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.7%

2024

70
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.6%

2024

73
1.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

23.0%

2024

67
4.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.2%

2022

51
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.2%

2022

44
20.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

65.966 tCO₂e

2024

72
15.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.936 tCO₂e

2024

89
0.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.915 tCO₂e

2024

94
58.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.