Pescaria BravaSC

10.531 habitantes · IBGE 4212650

IA

Resumo socioambiental

Pescaria Brava/SC apresenta um quadro socioambiental marcado por fragilidades expressivas no saneamento de água, contrastando com um desempenho relativamente favorável na gestão de resíduos sólidos domiciliares. A cobertura de água atingiu 38,5% em 2022, patamar muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Embora tenha havido evolução de +48,3% desde 2015, o nível absoluto ainda é crítico. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 45,9% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%) e a UF (34,6%), com aumento de 111,2% no período — o que indica ineficiência crescente na rede de distribuição e compromete diretamente a ampliação da cobertura, já que parte considerável da água captada não chega ao consumidor final.

Em contraste, a gestão de resíduos sólidos é um ponto positivo: 94,3% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), com apenas 2,0% de destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e mesmo da UF (3,2%). Essa eficiência na coleta, no entanto, não impede o crescimento das emissões de GEE ligadas a resíduos, que somaram 4.550 tCO₂e em 2024 (percentil 42, próximo à mediana nacional de 5.787 tCO₂e), com alta de 1.280% desde 2010 — reflexo do aumento constante e gradual da geração de resíduos ao longo da série.

O maior alerta climático do município está nas emissões totais de GEE, que saltaram de 979 tCO₂e (2010) para 73.385 tCO₂e (2024), variação de 7.395,2%, impulsionada principalmente pelo setor de energia, que passou de zero para 52.085 tCO₂e no mesmo período, com salto abrupto entre 2022 e 2024. Ainda assim, o total municipal fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 31. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), mas o índice de segurança hídrica é de apenas 2,0 (2035), muito inferior à mediana nacional (4,0) e à UF (3,7), no percentil 14 — sinal de vulnerabilidade estrutural que, somado às perdas elevadas na rede, exige priorização de investimentos em infraestrutura hídrica para sustentar tanto a ampliação do acesso quanto a resiliência climática do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.5%

2022

10
48.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.9%

2022

20
111.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.3%

2022

89
0.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.0%

2022

88
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

73.385 tCO₂e

2024

69
7395.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.550 tCO₂e

2024

61
1280.0% no período

Emissões de energia

SEEG

52.085 tCO₂e

2024

30

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.