PetrópolisRJ
294.983 habitantes · IBGE 3303906
Resumo socioambiental
Petrópolis/RJ apresenta saneamento básico consistentemente acima dos parâmetros nacionais e estaduais, com cobertura de água em 96,0% (2024) — acima da mediana nacional de 73,2% e da mediana estadual de 90,6%, posicionando o município no percentil 87. A coleta de esgoto atinge 84,0% (2024, percentil 75 nacional), enquanto o tratamento de esgoto chega a 100,0% (2022), muito superior às medianas nacional (33,3%) e estadual (52,9%). Esse desempenho é sustentado por uma rede de 19 ETEs (2020), volume muito acima da mediana nacional de apenas 1 unidade. A perda de água, indicador em que menor é melhor, caiu para 22,3% (2024), abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (39,8%), embora a série mostre oscilação recente após mínima de 21,4% em 2023.
Um ponto de atenção é a queda abrupta em domicílios com coleta de resíduos, de 99,1% (2010) para 49,4% (2022), colocando o município no percentil 14 nacional — bem abaixo da mediana (76,9%) e da média estadual (84,0%). Essa contração contrasta com o indicador de destino inadequado de resíduos, que é baixo (0,4% em 2022, percentil 3, ou seja, entre os melhores do país), sugerindo possível descontinuidade metodológica ou mudança na forma de captação censitária entre os dois indicadores, e não necessariamente piora real na destinação final. Essa aparente contradição merece verificação local, já que a infraestrutura de destinação permanece limitada a 1 unidade (2024), igual à mediana nacional mas muito distante das 38 unidades da UF.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 604.699 tCO₂e em 2024, com queda de 17,7% desde 2010, mas ainda no percentil 83 nacional — ou seja, entre os municípios mais emissores do país, mesmo em trajetória de redução. As emissões de resíduos, ao contrário da tendência geral, cresceram 6,7% no período recente, chegando a 244.722 tCO₂e (percentil 99 nacional), o que é coerente com a fragilidade identificada na cobertura domiciliar de coleta e reforça a necessidade de investimento no setor. As emissões de energia (431.369 tCO₂e, percentil 95) também permanecem elevadas, refletindo uma matriz energética municipal com baixíssima participação de fontes limpas — apenas 796 kW em potência hidráulica e 184 kW em biomassa, ambos com percentis nacionais baixos (15 e 5, respectivamente).
O investimento público registrado via PNCP foi de R$ 1,6 milhão em 2026, estagnado (variação de 0,0%) e abaixo da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e muito aquém do valor estadual (R$ 113,3 milhões), posicionando o município no percentil 41. Esse patamar de investimento parece insuficiente frente aos desafios identificados, especialmente na gestão de resíduos sólidos domiciliares, sugerindo que a manutenção dos bons indicadores de água e esgoto não deve ser tomada como garantida sem aporte adicional de recursos, sobretudo diante do histórico de eventos de cheia (7 registros em 2016,
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
84.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
19
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
49.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
796 kW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
48.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
604.699 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
244.722 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
431.369 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 1.6 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
