PiaçabuçuAL
16.201 habitantes · IBGE 2706802
Resumo socioambiental
Piaçabuçu apresenta um quadro de saneamento básico frágil e emissões de gases de efeito estufa em queda acentuada, mas com sinais de possível descontinuidade nos dados. A cobertura de água atingiu 61,6% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média alagoana (76,9%), posicionando o município no percentil 32 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. A situação se agrava quando se observa a perda de água na distribuição, de 51,3% em 2022: embora tenha recuado frente aos 77,7% de 2021, ainda supera consideravelmente a mediana nacional (29,9%) e a UF (43,9%), colocando o município no percentil 86 (entre os piores do país nesse quesito). Esse desperdício, combinado à cobertura limitada, sugere ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto está em 46,2% (2020), abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média estadual (30,1%). Mais preocupante é o tratamento de esgoto, que caiu de 100% em 2020 para 0% em 2022 — uma reversão completa que, mesmo podendo refletir descontinuidade operacional de estação de tratamento ou lacuna no reporte ao SNIS/SINISA, indica ausência total de tratamento no último dado disponível, muito distante da mediana nacional (37,7%). Por outro lado, os indicadores de manejo de resíduos domiciliares são favoráveis: 93,9% dos domicílios têm coleta de lixo (percentil 88) e apenas 4,6% têm destino inadequado (percentil 23), ambos superiores às referências nacionais e estaduais — o que evidencia um contraste entre a gestão de resíduos sólidos, relativamente eficiente, e o saneamento hídrico, deficiente.
Nas emissões de GEE, o município aparenta desempenho excepcional, com queda de 99,5% entre 2023 (26.439 tCO₂e) e 2024 (317 tCO₂e), resultado muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 4 — entre os menores emissores do país. Essa queda abrupta, contudo, deve ser interpretada com cautela, pois pode refletir mudança metodológica ou de fonte de atividade (provavelmente mudança de uso da terra) mais do que uma transformação estrutural na economia local. As emissões de energia também recuaram (-11,7%, para 11.849 tCO₂e em 2024), abaixo da mediana nacional, enquanto as emissões de resíduos cresceram ligeiramente (+4,1%, para 8.544 tCO₂e), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 61 — um ponto de atenção que dialoga com a fragilidade do tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos conjuntos em saneamento e gestão de resíduos.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, único ano disponível na série, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, Piaçabuçu exibe desempenho positivo em manejo de resíduos sólidos e baixas emissões totais, mas enfren
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
30.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
76.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
317 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.544 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.849 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
