PiancóPB

17.006 habitantes · IBGE 2511301

IA

Resumo socioambiental

Piancó apresenta um quadro socioambiental com fragilidades importantes no saneamento básico. A cobertura de água chegou a 72,8% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 45 do país. A perda de água, embora tenha caído significativamente desde 2008 (variação de -43,7% no período), ainda está em 36,9% em 2022, patamar superior à mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência relevante na distribuição mesmo após avanços recentes. A situação de resíduos sólidos é mais crítica: apenas 66,7% dos domicílios têm coleta (mediana nacional de 76,9%) e 28,0% têm destinação inadequada, quase o dobro da mediana do país (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 71 nesse indicador negativo. Com apenas 1 unidade de destinação registrada, igual à mediana nacional mas bem abaixo das 4 unidades médias da Paraíba, a infraestrutura de tratamento de resíduos é limitada.

Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos cresceram +30,5% entre 2010 e 2024, atingindo 7.814 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 58. Já as emissões totais de GEE do município somaram 97.987 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de -36,5% em relação ao início da série, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, por sua vez, cresceram +45,9% no período, chegando a 15.646 tCO₂e, ainda assim inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse contraste entre queda nas emissões totais e alta nas emissões de resíduos e energia sugere que os ganhos ambientais do município vêm de outras fontes, enquanto a gestão de resíduos e o consumo energético seguem em trajetória de piora.

Em relação a eventos climáticos, os registros de seca somam 12 ocorrências em 2016, situando Piancó no percentil 90 nacional para esse indicador — um sinal de vulnerabilidade hídrica relevante para uma região historicamente sujeita à estiagem, o que reforça a importância de reduzir as perdas no sistema de abastecimento de água. Não há registros de cheias no mesmo ano. Em síntese, o município demanda atenção prioritária para a ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos, redução das perdas hídricas e monitoramento do crescimento das emissões de energia, áreas em que Piancó está aquém dos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.7%

2024

21
32.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.2%

2024

18
15.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.7%

2022

34
3.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.0%

2022

29
9.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2022

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

97.987 tCO₂e

2024

61
36.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.814 tCO₂e

2024

42
30.5% no período

Emissões de energia

SEEG

15.646 tCO₂e

2024

54
45.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.