PiauMG

2.854 habitantes · IBGE 3150109

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Resumo socioambiental

Piau/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no acesso à coleta de esgoto, mas fragilidades importantes no abastecimento de água e, sobretudo, na ausência total de tratamento de esgoto. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2020, salto de +190,4% desde 2012 e bem acima da mediana nacional (87,8%, 2021) e da média mineira (85,0%). Entretanto, esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento — 0,0% desde o início da série (2012–2020) —, situação preocupante frente à mediana nacional de 37,7% e à mineira de 44,5%, indicando que o esgoto é apenas transportado, não tratado, com risco de contaminação de corpos hídricos.

O abastecimento de água mostra retrocesso: a cobertura caiu para 58,8% em 2020 (-2,6% no último intervalo, mas com queda acentuada frente aos 76,9% de 2015-2016), ficando abaixo da mediana nacional (76,5%, 2022) e distante da UF (84,3%). Por outro lado, a perda de água na distribuição zerou em 2020 (0,0%), revertendo um histórico de até 34,0% (2012) e superando favoravelmente a mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%) — embora essa queda brusca mereça verificação quanto à consistência dos dados reportados ao SNIS.

Na gestão de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta regrediu para 72,3% em 2022 (-11,7% frente a 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 43. Ainda assim, o destino inadequado de resíduos caiu para 7,7% (-57,5% desde 2010), ficando próximo da média mineira (7,4%) e melhor que a mediana nacional (14,9%). Essa melhora contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos no SEEG, que subiram para 1.927 tCO₂e em 2024 (+18,6% desde 2010), sugerindo que a redução do descarte inadequado não necessariamente reduziu a geração de gases de efeito estufa associados aos resíduos.

No balanço geral de emissões, o município mantém perfil de baixo impacto relativo: as emissões totais somaram 17.094 tCO₂e em 2024, queda de 19,7% frente a 2010, e situam o município no percentil 7 nacional, muito abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram de forma relevante (de 0 para 1.358 tCO₂e entre 2010 e 2024), refletindo possível eletrificação ou uso de geradores, mas ainda representam parcela pequena no total. A potência hidráulica instalada permanece estável em 18 MW desde 2010, acima da mediana nacional (10 MW), e não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, o que limita a análise de risco hidrológico recente para o município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.8%

2020

2.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

190.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

0.0%

2020

100.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.3%

2022

43
11.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.7%

2022

67
57.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

18 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

18 MW

2024

61
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

17.094 tCO₂e

2024

93
19.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.927 tCO₂e

2024

89
18.6% no período

Emissões de energia

SEEG

1.358 tCO₂e

2024

97

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.