Picada CaféRS

5.470 habitantes · IBGE 4314423

IA

Resumo socioambiental

Picada Café/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 100,0%, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 100 do país. A perda de água no sistema de distribuição, de 6,7%, é bastante inferior à mediana nacional (29,9%) e à estadual (36,5%), colocando o município entre os mais eficientes do Brasil (percentil 5, onde valores baixos indicam melhor desempenho). Vale notar que essa perda subiu em relação aos mínimos históricos registrados entre 2014 e 2020 (0,0% a 1,9%), embora ainda represente uma redução de 81,5% frente ao início da série em 2010.

Na gestão de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar atinge 95,2% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média gaúcha (82,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para apenas 0,3%, um dos menores índices do país (percentil 2, mediana nacional de 14,9%). Esse bom desempenho sanitário, no entanto, não se reflete integralmente nas emissões associadas a resíduos, que somaram 3.073 tCO₂e em 2024, com crescimento constante ao longo da série (+38,6% desde 2010), embora ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

O ponto de maior atenção é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de 62.721 tCO₂e em 2023 para 204.460 tCO₂e em 2024, alta de 169,2% em relação a 2010 e um salto abrupto no último ano, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 61. As emissões de energia, por sua vez, somaram 16.458 tCO₂e (2024), ligeiramente abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sugerindo que o incremento expressivo do total em 2024 provavelmente decorre de outros setores não detalhados neste dossiê, e não do padrão mais estável de resíduos e energia.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas há registro de seca observada (1 ocorrência), com índice de segurança hídrica projetado para 2035 em 4,000, igual à mediana nacional e superior à média do Rio Grande do Sul (3,895), indicando perspectiva favorável de resiliência hídrica no longo prazo, compatível com a já elevada cobertura e baixas perdas de água do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
9.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.6%

2024

97
81.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.2%

2022

91
3.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
76.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

204.460 tCO₂e

2024

39
169.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.073 tCO₂e

2024

74
38.6% no período

Emissões de energia

SEEG

16.458 tCO₂e

2024

53
20.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.