PicuíPB
18.835 habitantes · IBGE 2511400
Resumo socioambiental
Picuí/PB apresenta quadro de saneamento aquém dos parâmetros nacionais e estaduais, com sinais de retrocesso em indicadores-chave. A cobertura de água atingiu 66,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 37 — e representa queda de 23,8% frente a níveis históricos, agravada por anos sem dados (2016-2020) que sugerem descontinuidade na gestão do serviço. A perda de água na distribuição, de 39,8% em 2022, é superior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à estadual (37,3%), colocando o município no percentil 71 (pior) e indicando ineficiência operacional que pressiona ainda mais a already frágil cobertura.
O esgotamento sanitário revela o problema mais crítico: embora a coleta alcance 81,5% (2021), o tratamento é 0,0%, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento no ambiente — desempenho pior que a mediana nacional de tratamento (37,7%) e a média estadual (42,7%). Essa lacuna se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que soma 24,1% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%), no percentil 66 (pior). A coleta de resíduos domiciliares, por sua vez, atende 74,4% dos domicílios, também abaixo da mediana nacional (76,9%), compondo um cenário de infraestrutura sanitária deficitária em múltiplas frentes.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 105.495 tCO₂e em 2024, com alta de 195,2% desde 2010, embora abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento simultâneo das emissões de resíduos (8.943 tCO₂e, +18,5%, percentil 63 — pior que a mediana nacional) e de energia (22.281 tCO₂e, +62,8%), ambas superando as medianas nacionais, o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e a gestão ainda incipiente de resíduos sólidos. Em contrapartida, a matriz energética renovável é modesta: a potência solar estagnou em 195 kW desde 2023 (percentil 17, abaixo da mediana nacional de 908 kW), enquanto a potência eólica instalada de 68 MW permanece inalterada há mais de uma década, sem expansão recente apesar do potencial eólico da região.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 mostram forte exposição à seca (17 registros, percentil 97 — entre os mais críticos do país) e a cheias (2 registros, percentil 87), evidenciando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de retomada do abastecimento de água, implantação de tratamento de esgoto e modernização da gestão de resíduos, de modo a reduzir simultaneamente riscos sanitários, emissões e a exposição a extremos climáticos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
81.5%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
39.8%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
68 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
195 kW
2024
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
68 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
195 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
105.495 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.943 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
22.281 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
17
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
