Piedade de Ponte NovaMG
4.056 habitantes · IBGE 3150208
Resumo socioambiental
Piedade de Ponte Nova apresenta em 2024 cobertura de água de 76,6%, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 55, mas ainda distante da média mineira (83,3%). Após queda entre 2015 e 2019, houve recuperação recente, porém a perda de água segue elevada em 29,1%, exatamente na mediana nacional, mas com trajetória de piora acumulada de +13,9% desde 2010 e pico de 37,6% em 2022 — sinal de que a expansão do abastecimento não veio acompanhada de eficiência na gestão da rede.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico: a cobertura de coleta caiu de 83,3% (2010) para 59,5% (2022), queda de 28,6%, posicionando o município no percentil 25 nacional e bem abaixo da mediana (76,9%) e da UF (86,1%). Ainda assim, o destino inadequado de domicílios recuou de 16,7% para 9,4% no mesmo período, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora acima do valor mineiro (7,4%). Essa aparente contradição — menos coleta, mas menos destino inadequado — sugere mudança na forma de tratamento domiciliar, não necessariamente ganho de infraestrutura pública, o que é reforçado pela existência de apenas 1 unidade de destinação (2024), igual à mediana nacional mas irrisória frente às 135 unidades da UF.
Do ponto de vista climático, o município tem desempenho relativamente positivo: emissões totais de GEE somaram 46.736 tCO₂e em 2024 (percentil 20, muito abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), com queda de 9,5% na série. As emissões de energia caíram drasticamente (-75,9%), refletindo possível redução de uso de combustíveis fósseis ou mudança na matriz local. Em contraste, as emissões de resíduos cresceram 29,0% desde 2010, atingindo 2.532 tCO₂e — tendência que dialoga diretamente com a fragilidade do saneamento e a escassez de unidades de destinação final, indicando pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos.
Eventos hidrológicos registrados são pontuais, com 1 registro de cheia em 2016 (percentil 76 na UF) e nenhuma seca observada no mesmo ano. Em síntese, o município exibe bom desempenho relativo em emissões de GEE, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário e gestão de perdas de água, que devem ser priorizados para sustentar os ganhos ambientais já obtidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
76.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
46.736 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.532 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.991 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
