PimenteirasPI
11.528 habitantes · IBGE 2208106
Resumo socioambiental
Pimenteiras/PI apresenta quadro de saneamento básico crítico, distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 40,2% em 2023, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar do Piauí (92,3%); mais grave, o indicador vem em trajetória de queda desde o pico de 54,4% em 2020, sinalizando deterioração recente do sistema. Essa perda de desempenho é agravada pela perda de água na distribuição, que saltou para 39,9% em 2023 (variação de +69,8% na série), superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a UF (23,6%) — ou seja, o município perde proporcionalmente mais água do que é efetivamente entregue à população, configurando ineficiência operacional relevante.
O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. Apenas 46,9% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, contra mediana nacional de 76,9% e UF de 70,4%, posicionando o município no percentil 12 (entre os piores do país nesse quesito). Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 52,3% dos domicílios — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e o dobro da média estadual (26,3%), colocando Pimenteiras no percentil 94, entre os municípios mais críticos do Brasil nessa dimensão, apesar de melhoria de 13,1% desde 2010.
Em emissões de GEE, o município registrou 205.408 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 61, embora a série mostre forte volatilidade e queda de 48,7% frente a 2010. As emissões de resíduos (5.203 tCO₂e, percentil 44) guardam relação direta com a precariedade do esgotamento sanitário e da coleta de dejetos, refletindo o manejo inadequado de efluentes e resíduos orgânicos. Já as emissões de energia (4.780 tCO₂e) permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 20), indicando matriz energética municipal de baixo impacto relativo.
Em síntese, Pimenteiras enfrenta déficit estrutural de infraestrutura sanitária — com indicadores de água e esgoto muito aquém dos parâmetros nacionais e estaduais — que se reflete em emissões de resíduos elevadas e no risco ambiental associado a eventos hidrológicos extremos, como os registros de seca (11 ocorrências em 2016, percentil 88) e cheia (percentil 76). A combinação de baixa cobertura, alta perda de água e destinação inadequada de esgoto aponta para a urgência de investimentos em saneamento como prioridade de gestão territorial.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
40.2%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
39.9%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
52.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
205.408 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.203 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.780 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
