PindaíBA

15.146 habitantes · IBGE 2924504

IA

Resumo socioambiental

Pindaí/BA apresenta déficits estruturais graves em saneamento básico, situando-se entre os municípios mais críticos do país nesse quesito. A cobertura de água chega a apenas 29,2% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média baiana (83,0%), posicionando o município no percentil 6 do Brasil. A coleta de esgoto é igualmente insuficiente, atendendo 33,6% dos domicílios em 2022 (percentil 5), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 61,5% dos domicílios — quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e o pior indicador do dossiê, no percentil 98. Some-se a isso uma perda de água na distribuição de 29,9% em 2024, que mais que sextuplicou desde 2010 (+476%), superando a mediana nacional (29,1%) e indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura.

Esse quadro sanitário precário se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 5.344 tCO₂e em 2024, com crescimento de 38,1% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). O aumento constante nessa série acompanha a ausência de avanços na coleta de esgoto e no manejo adequado de dejetos, sugerindo que a deficiência de infraestrutura sanitária tem custo ambiental crescente. As emissões totais de GEE do município somaram 105.905 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória de alta relevante (+64,6% desde 2010), impulsionada principalmente pelo setor energético, cujas emissões saltaram 151,1% no período, atingindo 16.634 tCO₂e.

Por outro lado, Pindaí destaca-se positivamente na matriz energética renovável: a potência eólica instalada atingiu 348 MW em 2024, mais que dobrando desde 2019, e superando a mediana nacional (126 MW), posicionando o município no percentil 82. Esse ativo representa uma vantagem comparativa relevante, contrastando com as fragilidades em saneamento. Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único dado disponível (2016) registra 9 ocorrências de seca observada, acima da mediana nacional (zero), embora sem registros de cheias no mesmo ano.

Em síntese, o município enfrenta um dos cenários mais desafiadores do país em saneamento básico, com défices que ampliam riscos sanitários e ambientais, exigindo investimentos prioritários em coleta e tratamento de esgoto e redução de perdas na rede de água. A expansão eólica, contudo, indica potencial a ser mais bem aproveitado para mitigar emissões do setor energético e apoiar estratégias locais de sustentabilidade.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.2%

2024

6
21.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.9%

2024

48
476.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.6%

2022

5
15.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

61.5%

2022

2
13.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

348 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

348 MW

2024

82
150.5% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

105.905 tCO₂e

2024

58
64.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.344 tCO₂e

2024

55
38.1% no período

Emissões de energia

SEEG

16.634 tCO₂e

2024

52
151.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.