Pindaré-MirimMA
32.521 habitantes · IBGE 2108504
Resumo socioambiental
Pindaré-Mirim/MA apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 45,9% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e do próprio estado do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 16 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Ainda mais crítica é a perda de água na distribuição, que chegou a 57,3% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%) e colocando o município no percentil 90, o que indica desperdício expressivo de um recurso já escasso na cobertura.
A situação de esgotamento sanitário segue padrão semelhante de defasagem. Apenas 51,9% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, contra mediana nacional de 76,9%, com queda de 3,5% desde 2010 — um retrocesso preocupante. O destino inadequado de dejetos atinge 34,7% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (29,4%), colocando o município no percentil 80 (pior extremo). Essa deficiência estrutural em esgotamento ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 47,1% entre 2010 e 2024, atingindo 15.133 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No campo climático, as emissões totais de GEE do município saltaram de 77.272 tCO₂e (2010) para 322.034 tCO₂e em 2024, alta de 316,8%, com pico em 2022 (420.458 tCO₂e), posicionando Pindaré-Mirim no percentil 72 nacional. As emissões de energia também dispararam 389,4% no período, alcançando 28.402 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando pressão crescente do setor energético local, possivelmente ligada à expansão de atividades produtivas ou populacionais.
Em síntese, o município enfrenta um ciclo de vulnerabilidade socioambiental: a baixa cobertura de água e esgoto convive com alta perda hídrica e destinação inadequada de resíduos, fatores que se somam ao crescimento acelerado das emissões de GEE, sobretudo em resíduos e energia. A ausência de investimentos consistentes em saneamento nas últimas décadas parece estar diretamente associada tanto à estagnação da cobertura de água quanto ao aumento das emissões setoriais, exigindo atenção prioritária dos gestores públicos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
66.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
322.034 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.133 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
28.402 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
