PindobaçuBA

19.625 habitantes · IBGE 2924603

IA

Resumo socioambiental

Pindobaçu/BA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos no abastecimento de água mas defasagem crítica no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2021, superando amplamente a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (83,0%), com evolução consistente desde 2012 (+37,8%). Em contraste, a coleta de esgoto estagnou em 27,9% (2021), bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%), e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2012 — situação que expõe um gargalo estrutural grave, já que toda a água coletada e distribuída não retorna tratada ao meio ambiente. A perda de água na distribuição também é preocupante, em 34,3% (2021), acima da mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na universalização do acesso.

Do lado dos domicílios, houve melhora relevante no período: a coleta de resíduos domiciliares chegou a 79,0% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do percentil 54, enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 13,3% (2022), redução de 42,5% desde 2010, situando o município próximo da mediana nacional (14,9%) e do percentil 47. Essa evolução positiva na gestão de resíduos, no entanto, não se reflete nas emissões de GEE associadas ao setor: as emissões de resíduos cresceram 60,1% desde 2010, alcançando 10.837 tCO₂e em 2024, valor que supera a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e posiciona o município no percentil 68 — sugerindo que a maior formalização da coleta ainda não veio acompanhada de tratamento adequado dos resíduos gerados.

As emissões totais de GEE saltaram de valores baixos ou negativos entre 2018-2020 para 126.376 tCO₂e em 2024, alta de 148,6% desde 2010, embora o município ainda esteja levemente abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 47). O setor de energia também mostrou crescimento acentuado (+268,5%), atingindo 15.747 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada (3 registros) situa o município no percentil 68 nacional, indicador que, combinado às perdas de água na rede, reforça a necessidade de priorizar investimentos em eficiência hídrica e, sobretudo, em tratamento de esgoto — a lacuna mais crítica do diagnóstico municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2021

37.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

27.9%

2021

0.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

34.3%

2021

32.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.0%

2022

54
2.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.3%

2022

53
42.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

126.376 tCO₂e

2024

53
148.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.837 tCO₂e

2024

32
60.1% no período

Emissões de energia

SEEG

15.747 tCO₂e

2024

54
268.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.