Pingo-d'ÁguaMG
4.845 habitantes · IBGE 3150539
Resumo socioambiental
Pingo-d'Água/MG apresenta um saneamento básico com desempenho misto, mas favorável na comparação nacional em cobertura e coleta. A cobertura de água atingiu 91,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 72. A coleta de esgoto também é elevada, com 99,2% em 2021 (percentil 68 nacional), e a perda de água na distribuição, de 22,5% em 2022, é inferior à mediana do país (29,9%) e à mineira (35,0%), embora tenha piorado 30,6% frente ao melhor patamar da série (18,7% em 2021). O ponto crítico do saneamento é o tratamento de esgoto: 0,0% em todos os anos da série disponível (2011 a 2022), contrastando fortemente com a mediana nacional de 37,7% e a mineira de 44,5%. Isso significa que, apesar de quase toda a população ser atendida por coleta, o esgoto captado não recebe qualquer tratamento antes do descarte, representando um passivo ambiental relevante para os corpos hídricos locais.
No manejo de resíduos sólidos, o quadro é mais positivo: 93,8% dos domicílios têm coleta (2022), bem acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), e o destino inadequado caiu para 5,4%, abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média mineira (7,4%). Essa evolução, no entanto, não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 37,5% entre 2010 e 2024, atingindo 2.830 tCO₂e — ainda assim inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 23. O aumento das emissões de resíduos, mesmo com melhoria na destinação, sugere maior geração per capita ou mudanças na composição dos resíduos, e não necessariamente falha de gestão.
Em emissões totais de GEE, o município figura no percentil 10 nacional, com 25.428 tCO₂e em 2024 — bem abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e) — e apresentou queda de 33,5% desde 2010, embora a série mostre grande variabilidade anual, sem tendência linear clara. As emissões de energia cresceram 33,1% no período, chegando a 3.327 tCO₂e, mas permanecem modestas frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros relevantes de eventos hidrológicos extremos, com apenas 1 registro de cheia em 2016 e nenhuma seca observada no mesmo ano.
Em síntese, Pingo-d'Água combina bons indicadores de acesso a água e coleta de esgoto e resíduos, com desempenho ambiental de baixo impacto em emissões totais, mas convive com a ausência total de tratamento de esgoto — uma lacuna estrutural que exige atenção prioritária dos gestores, já que a coleta eficiente sem tratamento apenas desloca o problema da poluição para os cursos d'água, sem solucioná-lo.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
88.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
25.428 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.830 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.327 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
