Pinhal da SerraRS

2.299 habitantes · IBGE 4314464

IA

Resumo socioambiental

Pinhal da Serra apresenta um quadro de saneamento de água excelente, mas com sinais de deterioração recente e uma gestão de esgoto ainda deficitária. A cobertura de água chegou a 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 89 do país. Contudo, a perda de água, que se manteve em 0,0% entre 2010 e 2014, disparou para picos de até 37,3% em 2018 antes de recuar fortemente para 0,3% em 2022 — o melhor patamar da série e muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à do estado (36,5%), colocando o município no percentil 2 (quanto menor, melhor). Essa trajetória de recuperação recente sugere intervenções pontuais de manutenção da rede, mas o histórico de oscilação intensa acende alerta para a necessidade de monitoramento contínuo da infraestrutura.

Já o esgotamento sanitário mostra fragilidade relativa. A cobertura de coleta caiu de 72,9% (2010) para 63,0% (2022), uma retração de 13,5%, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e bem aquém do RS (82,7%), no percentil 30. Por outro lado, o destino inadequado de dejetos caiu expressivamente, de 27,1% para 7,6% no mesmo período, superando a mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do desempenho estadual (4,5%). Esse contraste — queda na cobertura formal de coleta com melhoria no destino adequado — pode indicar substituição por soluções individuais (fossas), o que reforça a necessidade de investimento em rede coletiva de esgoto para consolidar os ganhos ambientais.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 176.608 tCO₂e em 2024, com alta de 5,2% em relação a 2023, situando o município no percentil 57 nacional — acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), embora irrisório frente ao total do RS. As emissões de resíduos, embora extremamente baixas em termos absolutos (809 tCO₂e, percentil 1), cresceram 39,8% desde 2010, acompanhando o recuo na cobertura de coleta de esgoto e sinalizando pressão crescente sobre a destinação de resíduos sólidos e líquidos. Em contrapartida, as emissões de energia caíram 35,2% no período, para 1.817 tCO₂e, refletindo possível eficiência energética ou mudança da matriz local, mantendo o município no percentil 6 nacional.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas foram identificados 4 registros de seca, ano em que o Brasil apresentou mediana zero e o RS acumulou 1.730 ocorrências, colocando o município no percentil 72 de severidade estadual. Em síntese, Pinhal da Serra combina abastecimento de água quase universal e baixíssimas perdas com um sistema de esgotamento sanitário que demanda expansão da rede coletiva, e emissões de GEE moderadas frente ao padrão nacional, mas com tendência recente de alta que merece acompanhamento nos próximos ciclos do SEEG.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.4%

2023

0.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.2%

2023

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.0%

2022

30
13.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.6%

2022

67
72.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

176.608 tCO₂e

2024

43
5.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

809 tCO₂e

2024

99
39.8% no período

Emissões de energia

SEEG

1.817 tCO₂e

2024

94
35.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.