Pinhal GrandeRS
3.867 habitantes · IBGE 4314472
Resumo socioambiental
Pinhal Grande/RS apresenta em 2024 quadro de saneamento em deterioração acentuada. A cobertura de água caiu para 56,4%, retração de -43,0% frente aos níveis históricos de praticamente 100% mantidos entre 2019 e 2022, posicionando o município abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,2%), no percentil 27. A coleta de esgoto seguiu trajetória semelhante, também em 56,4% (-36,7%), ficando próxima da mediana nacional (59,9%) mas acima da UF (47,8%). Essa queda simultânea nos dois indicadores, especialmente entre 2022 e 2023, sugere problema estrutural ou de reporte no sistema de saneamento local, não uma evolução gradual.
O tratamento de esgoto, por outro lado, mostra melhora relativa, alcançando 46,9% em 2024 (+1,0%), superior à mediana nacional (33,3%) e à média da UF (30,1%), no percentil 59 — um ponto positivo que contrasta com a queda na coleta. Essa combinação indica que, embora menos domicílios estejam sendo atendidos pela rede coletora, o volume tratado tem eficiência crescente, possivelmente pela operação da ETE existente (1 unidade, 2020), que já superava a mediana nacional na época. Entretanto, a perda de água na distribuição saltou para 36,0% em 2024, aumento de +775,9% desde 2011, acima da mediana nacional (29,1%) e próxima do patamar da UF (39,4%), evidenciando ineficiência crescente na rede que compromete a própria cobertura reportada.
No recorte censitário, os domicílios com coleta de esgoto chegam a apenas 55,0% (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 38,9%, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito superior à UF (4,5%), colocando o município no percentil 84 de situações mais críticas do país. Ainda assim, as emissões de resíduos (1.722 tCO₂e, 2024) são baixas em termos absolutos, bem inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de gestão inadequada do destino final do que de volume gerado.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE saltaram para 262.681 tCO₂e em 2024 (+69,3% desde 2010), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 67. Esse salto contrasta com quedas nas emissões de energia (-5,1%) e resíduos (-8,2%), indicando que o aumento está concentrado em outros setores, provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não capturados isoladamente no dossiê. A presença de 500 MW de potência hidráulica instalada, estável desde 2010 e muito acima da mediana nacional (10 MW), reforça o perfil energético do município, embora também implique impactos ambientais associados a empreendimentos hídricos de grande porte.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Gestão e infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
56.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
46.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
500 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
500 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
262.681 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.722 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.107 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
