Pinheirinho do ValeRS

4.637 habitantes · IBGE 4314498

IA

Resumo socioambiental

Pinheirinho do Vale/RS apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, situando-se entre os municípios mais atrasados do país nesse quesito. A cobertura de água atingiu apenas 37,6% em 2022, muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do próprio Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 10 — ou seja, 90% dos municípios brasileiros têm cobertura melhor. A coleta de esgoto (32,9% em 2021) também está bem aquém da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (49,5%). Mais preocupante é a trajetória do tratamento de esgoto, que caiu de 58,5% em 2016 para 15,7% em 2022, retrocesso de -73,2% no período — um retrocesso raro e significativo que merece atenção prioritária da gestão local, especialmente por ocorrer simultaneamente à queda na cobertura de coleta.

Por outro lado, o indicador de perda de água mostra desempenho relativamente favorável: 16,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média gaúcha (36,5%), colocando o município no percentil 15 (quanto menor, melhor posicionado). Na dimensão de resíduos sólidos domiciliares, houve avanço expressivo desde 2010: a coleta em domicílios saltou de 49,3% para 79,7% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda atrás do RS (82,7%). Ainda assim, o destino inadequado de resíduos permanece elevado (19,3% em 2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do padrão estadual (4,5%), o que ajuda a explicar o crescimento de 68,8% nas emissões de resíduos desde 2010, chegando a 2.711 tCO₂e em 2024 — ainda assim inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 72.912 tCO₂e em 2024, com queda relevante frente ao pico de 2022 (124.690 tCO₂e), mas ainda acompanhando trajetória instável ao longo da série. O valor está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 31. As emissões de energia seguem tendência de queda (-20,4% desde 2010), reforçando um perfil de baixa pegada energética relativa. Contudo, os registros de eventos hidrológicos extremos de 2016 — 3 ocorrências de cheia e 7 de seca — colocam o município nos percentis 93 e 81 respectivamente, sinalizando vulnerabilidade climática elevada frente à média nacional, que registra zero ocorrências na mediana.

Em síntese, a combinação de saneamento precário — sobretudo o retrocesso no tratamento de esgoto — com vulnerabilidade a eventos climáticos extremos configura um cenário de risco socioambiental que exige investimento prioritário em infraestrutura de saneamento, especialmente para reverter a queda no tratamento de esgoto e reduzir o destino inadequado de resíduos, medidas que também contribuiriam para conter as emissões associadas a esse setor.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.5%

2024

11
20.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

13.2%

2024

11
47.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

19.1%

2024

40
67.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.2%

2024

66
36.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.7%

2022

55
61.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.3%

2022

42
62.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.912 tCO₂e

2024

69
4.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.711 tCO₂e

2024

79
68.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.052 tCO₂e

2024

88
20.4% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.