PinheiroMA
87.919 habitantes · IBGE 2108603
Resumo socioambiental
Pinheiro/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com cobertura de água de apenas 24,4% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 4 do país. A situação é agravada pela perda de água de 71,2% no mesmo ano, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (56,3%), colocando o município no percentil 97 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A série histórica mostra estagnação: a cobertura de água oscila na faixa de 24-28% desde 2008, sem sinais de melhora estrutural, enquanto as perdas permanecem persistentemente altas, indicando ineficiência crônica na rede de distribuição.
O esgotamento sanitário também é preocupante: apenas 56,8% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e 36,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e acima da média estadual (29,4%), no percentil 82. Houve avanço relativo desde 2010 (queda de 46,5% para 36,8% no indicador de destino inadequado), mas o ritmo é insuficiente diante do déficit acumulado. Essa precariedade sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 38.299 tCO₂e em 2024, crescimento de 54,9% desde 2010, situando o município no percentil 91 nacional — reflexo do manejo inadequado de resíduos sólidos e efluentes.
No perfil de emissões totais de GEE, Pinheiro registrou 961.063 tCO₂e em 2024, com forte volatilidade ao longo da série (picos acima de 2,8 milhões de tCO₂e em 2012) e variação de +81,9% desde 2010, posicionando o município no percentil 89 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram 43% no período, atingindo 103.415 tCO₂e em 2024 (percentil 82), sugerindo pressão adicional sobre a matriz de consumo local.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas há 2 registros de seca observada, indicador que, embora pontual, reforça a necessidade de monitoramento contínuo dado o déficit hídrico estrutural já evidenciado pela baixíssima cobertura de água tratada. Em síntese, Pinheiro apresenta lacunas graves e persistentes em infraestrutura de saneamento, com reflexos diretos nas emissões de resíduos, exigindo investimento prioritário em redução de perdas hídricas e ampliação da cobertura de água e esgoto como agenda central de gestão socioambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
20.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
77.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
961.063 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
38.299 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
103.415 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
