Pinheiro MachadoRS

11.409 habitantes · IBGE 4314506

IA

Resumo socioambiental

Pinheiro Machado/RS apresenta um quadro socioambiental com retrocessos preocupantes no saneamento básico, especialmente no esgotamento sanitário. A coleta de esgoto caiu de 99,1% em 2021 para 62,0% em 2024, uma queda de -33,6% no período recente, refletindo o colapso registrado em 2023 (0,3%). Ainda mais crítico é o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2010, enquanto a mediana nacional em 2024 é de 33,3% e a média do Rio Grande do Sul é 30,1%. Isso significa que todo o esgoto coletado no município é despejado sem qualquer tratamento, situação que contrasta com os indicadores de emissões de resíduos, relativamente estáveis (5.005 tCO₂e em 2024, variação de apenas +0,4% desde 2010) e abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O abastecimento de água mostra evolução moderada, com cobertura de 79,8% em 2024 (percentil 60 nacional, acima da mediana de 73,2%, mas ainda abaixo dos 86,2% da UF). Contudo, a perda de água na distribuição saltou de 9,3% em 2010 para 25,4% em 2024 — alta de +172,0% —, indicando deterioração da infraestrutura hídrica que compromete a eficiência do sistema, mesmo com percentual ainda inferior à mediana nacional (29,1%) e à média gaúcha (39,4%).

No eixo de resíduos sólidos domiciliares, o município avançou: a coleta chegou a 81,5% dos domicílios em 2022 (+2,8% desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado caiu para 14,8% (-28,5%), embora ainda próximo da mediana do país (14,9%) e distante do padrão da UF (4,5%). Chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação de resíduos licenciada (2020), mesmo número da mediana nacional, mas irrisório frente às 63 unidades médias do Rio Grande do Sul — um gargalo estrutural que pode explicar a estagnação nos indicadores de destinação inadequada.

As emissões de GEE do município são elevadas para o porte populacional: 788.929 tCO₂e em 2024 (percentil 87 nacional), com alta de +24,8% desde 2010, majoritariamente vinculadas a uso da terra e agropecuária, dado o padrão histórico de picos expressivos (ex.: 2,26 milhões tCO₂e em 2015). As emissões de energia também cresceram +69,7% no período, atingindo 29.148 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos hidrológicos de 2016 — 1 cheia e 6 secas — sinalizam vulnerabilidade climática que, somada à ausência de tratamento de esgoto e ao aumento das perdas hídricas, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento e gestão de recursos hídricos no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.8%

2024

60
10.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

62.0%

2024

52
33.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

25.4%

2024

60
172.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.5%

2022

59
2.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.8%

2022

50
28.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2020

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

788.929 tCO₂e

2024

13
24.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.005 tCO₂e

2024

58
0.4% no período

Emissões de energia

SEEG

29.148 tCO₂e

2024

41
69.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.