Pinto BandeiraRS
2.784 habitantes · IBGE 4314548
Resumo socioambiental
Pinto Bandeira/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanço expressivo no saneamento hídrico contrastando com fragilidades em resíduos sólidos e um salto atípico nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, um salto de +136,3% frente à série histórica (que oscilava entre 42% e 45,6% desde 2015), posicionando o município no percentil 100 nacional e bem acima da mediana do Brasil (76,5%) e do RS (88,1%). Entretanto, a perda de água na distribuição, embora tenha caído para 42,6% em 2022 (-15,3% no período), ainda é bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (36,5%), indicando ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos de cobertura.
No eixo de resíduos, a coleta domiciliar atinge 64,7% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%), colocando o município no percentil 31. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos é de apenas 6,1%, inferior à mediana brasileira (14,9%), embora acima do padrão gaúcho (4,5%). Chama atenção a estagnação em apenas 1 unidade de destinação de resíduos desde 2011, idêntica à mediana nacional, mas muito distante das 63 unidades médias do estado — um gargalo estrutural que ajuda a explicar o crescimento constante, embora discreto, das emissões de resíduos (de 425 tCO₂e em 2012 para 1.174 tCO₂e em 2024), ainda assim bem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
O dado mais crítico do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 40.169 tCO₂e (2023) para 482.527 tCO₂e em 2024, variação de +1171,2% em relação a 2010, colocando o município no percentil 79 nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). Como as emissões de resíduos e energia (3.138 tCO₂e) permanecem em patamares baixos e estáveis, esse aumento abrupto sinaliza forte contribuição de outro setor (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária), não evidenciado nos demais indicadores, e merece investigação prioritária pela gestão local.
Por fim, o índice de segurança hídrica de 1,000 (2035) é extremamente baixo frente à mediana nacional (4,000) e estadual (3,895), situando o município no percentil 1 — um alerta importante que contrasta com a universalização da cobertura de água, sugerindo vulnerabilidade futura de disponibilidade hídrica apesar da infraestrutura de distribuição estar consolidada. Não há registros de cheias ou secas reportados (2016), mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de risco climático atualizado.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
42.6%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Clima
Emissões de GEE
SEEG
482.527 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.174 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.138 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
