PintópolisMG

7.231 habitantes · IBGE 3150570

IA

Resumo socioambiental

Pintópolis/MG apresenta quadro crítico no saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura é de apenas 34,3% (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 8 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A série histórica mostra estagnação e leve retração desde 2008, quando a cobertura era de 36,0%. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é relativamente controlada, em 17,3% (2022), inferior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), sugerindo que o problema municipal está mais associado à baixa expansão da rede do que à ineficiência operacional.

O esgotamento sanitário mostra avanço expressivo, mas com sinais de atenção. A coleta de esgoto saltou de 7,5% (2016) para 100,0% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (85,0%), colocando o município no percentil 100. O tratamento, contudo, recuou de 78,3% (2021) para 59,5% (2022) — ainda assim acima da mediana nacional (37,7%) e da mineira (44,5%). Esse descompasso entre coleta ampla e tratamento em queda merece monitoramento, pois pode indicar sobrecarga do sistema de tratamento diante do aumento da coleta. Um contraste relevante vem dos dados censitários: apenas 43,3% dos domicílios têm coleta de resíduos sólidos (2022), com 56,6% de destinação inadequada — indicador que coloca o município no percentil 96 nacional (quanto maior, pior), evidenciando lacuna estrutural na gestão de resíduos sólidos, distinta da rede de esgoto.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 217.897 tCO₂e (2024), recuo de 14,8% frente ao início da série, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 62. As emissões por resíduos também recuaram (-11,6%, para 3.600 tCO₂e), coerente com a leve melhora na coleta domiciliar. Já as emissões de energia cresceram significativamente, +139,0% desde 2010, atingindo 7.177 tCO₂e em 2024 — embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), a trajetória de alta contrasta com a estabilidade da matriz solar local, mantida em 51 MW desde 2010, sem nenhuma expansão na última década.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 indicam vulnerabilidade a extremos: 2 registros de cheia e 12 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis 87 e 90, respectivamente. Combinado à baixíssima cobertura de água potável, esse histórico reforça a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura hídrica e de resiliência climática, além de equacionar o gargalo do tratamento de esgoto e da gestão de resíduos sólidos, áreas onde o município ainda está distante dos padrões nacionais e estaduais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.9%

2024

11
8.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

8.3%

2024

7
10.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

15.0%

2024

87
44.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.3%

2022

10
25.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

56.6%

2022

4
13.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

51 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

51 MW

2024

86
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

51 MW

2024

86
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

217.897 tCO₂e

2024

38
14.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.600 tCO₂e

2024

69
11.6% no período

Emissões de energia

SEEG

7.177 tCO₂e

2024

72
139.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.