PiquerobiSP

3.296 habitantes · IBGE 3538303

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Resumo socioambiental

Piquerobi/SP apresenta desempenho socioambiental heterogêneo, com saneamento básico consolidado, mas sinais de atenção em cobertura de água e em emissões de gases de efeito estufa. A coleta de esgoto atinge 100,0% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e da própria média estadual (94,6%), colocando o município no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto também é destaque, com 98,1% (2022), muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média de São Paulo (69,6%), refletindo investimento consistente na infraestrutura de saneamento desde 2016, quando o índice atingiu 100%. Já a cobertura de água, embora tenha crescido +7,2% desde 2008, recuou de 86,2% (2021) para 72,7% em 2022, ficando abaixo da média estadual (95,2%) e próxima da mediana nacional (76,5%), o que merece monitoramento para entender se a queda reflete problema estrutural ou de reporte.

A perda de água na distribuição é um ponto positivo: 11,4% (2022), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média paulista (32,1%), posicionando o município no percentil 9 (quanto menor, melhor), indicando gestão eficiente da rede apesar de apenas 1 ETE registrada no território. Em relação aos domicílios, 85,0% têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional, mas o destino inadequado ainda atinge 13,7% dos domicílios, valor próximo da mediana do país (14,9%) porém muito distante do padrão estadual (1,0%), sugerindo que a universalização da coleta não elimina integralmente o descarte irregular.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 221.435 tCO₂e em 2024, com alta de 19,0% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 63. Em contrapartida, as emissões de energia caíram 76,6% no período, chegando a 1.475 tCO₂e (2024), muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), assim como as emissões de resíduos, praticamente estáveis em 3.006 tCO₂e, também inferiores à mediana do país (6.191 tCO₂e). Isso indica que o crescimento das emissões totais é impulsionado por outros setores (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra), não por energia ou resíduos, cujo bom desempenho em saneamento parece ter contido as emissões associadas.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias e apenas 1 registro de seca no município, cenário mais brando que a média estadual, embora dados mais recentes sobre eventos extremos não estejam disponíveis no dossiê. Em síntese, Piquerobi combina excelência em esgotamento sanitário e controle de perdas hídricas com desafios em cobertura de água e em emissões totais de GEE, sugerindo que a gestão municipal deve priorizar a recuperação do índice de abastecimento de água e investigar as fontes não energéticas/não-resíduos que impulsionam o aumento das emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.9%

2024

79
16.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

81.0%

2024

71
0.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

96.8%

2024

97
40.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.7%

2024

87
19.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.0%

2022

66
10.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.7%

2022

52
41.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

221.435 tCO₂e

2024

37
19.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.006 tCO₂e

2024

75
0.7% no período

Emissões de energia

SEEG

1.475 tCO₂e

2024

96
76.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.