PiqueteSP

12.570 habitantes · IBGE 3538501

IA

Resumo socioambiental

Piquete/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 91,8% e coleta de esgoto também em 91,8%, ambas acima da mediana nacional (73,2% e 59,9%, respectivamente) e próximas ao patamar do estado de São Paulo (96,6% e 92,5%). O dado mais crítico do saneamento local é a ausência total de tratamento de esgoto, com 0,0% em toda a série histórica (2010-2024), abaixo da mediana nacional de 33,3% e do valor estadual de 66,6%. Isso significa que, embora o município colete a maior parte do esgoto gerado, todo esse volume é lançado sem tratamento, o que compromete a qualidade dos corpos hídricos receptores mesmo com boa cobertura de coleta.

Um ponto positivo relevante é a perda de água na distribuição, que caiu de patamares acima de 60% (2016-2017) para 8,0% em 2024, uma redução de 65,7% frente ao ano anterior e um resultado muito melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (28,2%), colocando o município no percentil 4 (quanto menor, melhor posicionado). Essa melhora sugere investimentos efetivos em infraestrutura de distribuição, embora a coleta de esgoto tenha oscilado bastante ao longo da série, incluindo uma queda acentuada para 60,5% em 2023 antes de recuperar para 91,8% em 2024, indicando instabilidade operacional que merece monitoramento.

Nas emissões de GEE, Piquete registrou 23.453 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 36,1% em relação ao ano anterior. Contudo, as emissões de resíduos (14.793 tCO₂e) permanecem estáveis há mais de uma década e estão acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 77 — um resultado que dialoga diretamente com a lacuna no tratamento de esgoto e sinaliza que a gestão de resíduos sólidos e efluentes é o principal desafio ambiental do município. As emissões de energia também caíram (13.453 tCO₂e, -39,2%), abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a domicílios, a coleta de lixo atinge 90,6% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos é baixo, em 1,6%, ainda que superior à média estadual (1,0%). Os registros de eventos hidrológicos (1 cheia em 2016, nenhuma seca) não permitem uma leitura de tendência recente devido à desatualização da série. Em síntese, o desafio prioritário para gestores é o tratamento de esgoto, ausente, e a estabilização das emissões de resíduos, enquanto os avanços em perda de água e emissões energéticas indicam que investimentos direcionados têm produzido resultados consistentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.8%

2024

80
2.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.8%

2024

85
8.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

8.0%

2024

96
65.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.6%

2022

79
7.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.6%

2022

91
30.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

23.453 tCO₂e

2024

91
36.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.793 tCO₂e

2024

23
2.3% no período

Emissões de energia

SEEG

13.453 tCO₂e

2024

57
39.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.