PiracanjubaGO

25.309 habitantes · IBGE 5217104

IA

Resumo socioambiental

Piracanjuba/GO apresenta saneamento com desempenho misto em 2024: a cobertura de água estagnou em 73,0%, praticamente igual à mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da média estadual de Goiás (88,8%). Já a coleta de esgoto, em 68,7%, supera a mediana nacional (59,9%) e aproxima-se da UF (76,3%), embora tenha recuado frente ao pico de 96,3% em 2021. O ponto forte do município é o tratamento de esgoto, em 92,1%, muito superior à mediana nacional (33,3%) e à média estadual (66,6%), posicionando o município no percentil 94 — um resultado notável considerando que há apenas 1 ETE registrada (2020), igual à mediana nacional. A perda de água, em 16,0%, caiu significativamente desde 2010 (33,4%) e está bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (25,3%), indicando gestão eficiente da rede, mesmo com a cobertura de água estagnada.

Por outro lado, os indicadores domiciliares do Censo mostram fragilidades: apenas 80,0% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) mas distante da UF (89,7%), e 15,0% têm destino inadequado de resíduos, no limiar da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF goiana (5,5%). Essa lacuna entre tratamento de esgoto (indicador de excelência) e destinação de resíduos sólidos (indicador mediano a fraco) sugere que os investimentos municipais priorizaram o sistema de esgotamento sanitário em detrimento da gestão de resíduos sólidos, o que se reflete também nas emissões de resíduos (19.255 tCO₂e em 2024), estáveis na série histórica mas muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 873.418 tCO₂e em 2024, com leve queda de 3,6% frente a 2023, mas ainda no percentil 88 nacional — reflexo do perfil rural-agropecuário do município. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que quase triplicaram desde 2010, atingindo 198.176 tCO₂e em 2024 (variação de +195,7%), concentrado principalmente após 2020, o que pode indicar expansão de geração termelétrica ou consumo elétrico associado a atividades produtivas locais. A potência hidráulica instalada permanece estável em 4 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (10 MW), e o único registro de evento hidrológico (1 cheia em 2016) não indica histórico crítico de eventos extremos.

Em síntese, Piracanjuba destaca-se pelo tratamento de esgoto e pela redução de perdas de água, mas precisa avançar na cobertura de água, na gestão de resíduos sólidos e no monitoramento das emissões de energia, que cresceram de forma expressiva na última década e merecem atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.0%

2024

50
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

68.7%

2024

58
185.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

92.1%

2024

94
137.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.0%

2024

85
52.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.0%

2022

56
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
12.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

4 MW

2024

39
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

873.418 tCO₂e

2024

12
3.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

19.255 tCO₂e

2024

18
0.3% no período

Emissões de energia

SEEG

198.176 tCO₂e

2024

11
195.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.