PiracicabaSP
438.827 habitantes · IBGE 3538709
Resumo socioambiental
Piracicaba apresenta saneamento básico em patamar de excelência, com cobertura de água de 100,0% (2022), coleta de esgoto de 100,0% (2021) e tratamento de esgoto também em 100,0% (2022) — todos no percentil 100 nacional e muito acima das medianas do Brasil (76,5%, 87,8% e 37,7%, respectivamente) e da média paulista. O salto no tratamento de esgoto, que saiu de 31,9% em 2008 para 100,0% a partir de 2014 (variação de +213,9% no período), foi viabilizado pela expansão das ETEs locais, que somam 31 unidades em 2020, muito acima da mediana nacional de 1 unidade. Coerente com esse desempenho, o destino inadequado de resíduos domiciliares é marginal, em 0,2% (2022), entre os menores do país (percentil 1).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que atingiu 53,9% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), colocando o município no percentil 88 (pior faixa). Essa perda vem crescendo desde 2008 (44,1%) e indica ineficiência operacional na rede, mesmo com cobertura universal — um paradoxo que merece investimento em manutenção e redução de perdas físicas, especialmente considerando que a cobertura de coleta domiciliar de resíduos recuou de 99,4% (2010) para 93,4% (2022).
Do lado das emissões, Piracicaba é um emissor relevante no cenário nacional: 1.622.555 tCO₂e em 2024 (percentil 94), com destaque para as emissões de resíduos, que cresceram 42,2% desde 2010 e atingiram 288.978 tCO₂e (2024), muito acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e (percentil 99). Esse crescimento contínuo das emissões de resíduos, mesmo com tratamento de esgoto e coleta de lixo bem estruturados, sugere que a origem está mais ligada à disposição final (aterros) do que ao saneamento propriamente dito. As emissões de energia também são altas (1.113.583 tCO₂e, percentil 98), refletindo a matriz energética local ainda dependente de fontes térmicas fósseis (93 MW, percentil 90), com capacidade solar modesta e estagnada em 485 kW desde 2023 (percentil 35), abaixo da mediana nacional de 960 kW.
No campo de investimentos públicos, o valor registrado de R$ 30.279 em 2026 é irrisório frente à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e à média estadual (R$ 244,9 milhões), posicionando o município no percentil 8 — um contraste chamativo com a robusta infraestrutura de saneamento já consolidada, sugerindo possível descontinuidade ou defasagem nos registros de investimento mais recentes. A segurança hídrica, com índice de 3,000 (2035, projeção), fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da estadual (3,881), reforçando a necessidade de atenção à gestão de perdas de água e à diversificação da matriz energética como agendas prioritárias para os próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
31
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
50.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
98 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
485 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
485 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.622.555 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
288.978 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.113.583 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 30 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
