PiraíRJ

29.054 habitantes · IBGE 3304003

IA

Resumo socioambiental

Piraí/RJ apresenta um quadro socioambiental misto, com bons indicadores de infraestrutura hídrica convivendo com deficiências estruturais no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 89,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (89,1%), situando o município no percentil 70. As perdas de água são praticamente residuais, em 0,2% (2022) — queda de 99,6% desde 2008 —, posicionando Piraí no percentil 2 nacional, ou seja, entre os municípios com menores perdas do país, resultado provavelmente associado a investimentos operacionais na rede.

O mesmo padrão positivo não se repete no esgotamento sanitário. A coleta de esgoto caiu para 39,9% em 2021 (percentil 21, abaixo da mediana nacional de 87,8%), e o tratamento é praticamente inexistente, em 2,3% em 2022, bem distante da mediana nacional (37,7%) e da UF (56,6%). Chama atenção que o município conta com 2 ETEs (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade, mas a baixa taxa de tratamento sugere subutilização ou capacidade insuficiente frente à demanda. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo, em 2,1% (2022), próximo ao valor da UF (2,0%), indicando que a gestão de resíduos sólidos é mais eficaz que a de esgoto.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 158.679 tCO₂e em 2024 (-34,7% desde 2010), ficando no percentil 54 nacional. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 27,7% no período, atingindo 23.317 tCO₂e (percentil 85), o que reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos apesar do bom desempenho em destinação domiciliar. As emissões de energia também aumentaram (+23,9%, para 93.225 tCO₂e, percentil 80), refletindo a expressiva potência hidráulica instalada no município (629 MW em 2024, percentil 96), que embora seja fonte renovável, é classificada como impactante nesta métrica.

Em síntese, Piraí conjuga avanços notáveis em abastecimento de água e baixas perdas com uma lacuna crítica em coleta e tratamento de esgoto, cujo baixo desempenho contrasta com a existência de infraestrutura de ETEs subutilizada. A tendência de alta nas emissões de resíduos e energia, combinada à estagnação do tratamento de esgoto, aponta para a necessidade de investimentos direcionados ao aproveitamento pleno da capacidade instalada de tratamento e ao controle das emissões setoriais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.4%

2024

43
30.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.1%

2024

5
88.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

6.0%

2024

30

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

58.6%

2024

11
155.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.6%

2022

43
22.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

87
65.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

633 MW

HidráulicaTérmica (fóssil)

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

629 MW

2024

96
2.8% no período

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

4 MW

2024

67
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

99.3%

2024

0.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

158.679 tCO₂e

2024

46
34.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

23.317 tCO₂e

2024

15
27.7% no período

Emissões de energia

SEEG

93.225 tCO₂e

2024

20
23.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.