PirajuSP
30.261 habitantes · IBGE 3538808
Resumo socioambiental
Piraju/SP apresenta em 2022 saneamento consolidado, com destaque para o tratamento de esgoto de 100,0%, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da própria média do estado de São Paulo (69,6%), colocando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também atinge 100,0% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (94,6%). Já a cobertura de água, embora alta em termos absolutos (87,8% em 2022), recuou frente aos anos anteriores — que chegaram a 100,0% em 2021 — e ficou abaixo da média paulista (95,2%), sinalizando um retrocesso pontual que merece monitoramento. A perda de água, de 29,0% em 2022, é o menor valor da série histórica (queda de 11,7%) e está ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%), indicando ganho de eficiência operacional que pode ter relação com o mesmo ajuste que reduziu a cobertura declarada.
No campo de resíduos sólidos domiciliares, o município está bem posicionado: 95,3% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado caiu para 2,0%, uma redução de 65,6% desde 2010, embora ainda acima do valor de referência do estado (1,0%). Essa boa gestão de coleta contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que subiram para 16.657 tCO₂e em 2024 (+7,0%), valor bem superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 80 — sugerindo que, apesar da cobertura eficiente de coleta, a destinação final ainda gera impacto climático relevante, possivelmente por disposição em aterro sem aproveitamento de biogás.
Quanto às emissões totais de GEE, houve queda expressiva para 167.359 tCO₂e em 2024 (-10,6% em relação ao ano anterior), embora o valor permaneça acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O setor de energia foi o principal responsável pelo crescimento das emissões na série histórica, saltando 78,2% desde 2010 para 76.687 tCO₂e em 2024, superando amplamente a mediana nacional (18.929 tCO₂e) — um padrão coerente com a presença de infraestrutura hidráulica relevante no município (102 MW de potência instalada, muito acima da mediana nacional de 10 MW), que embora seja fonte renovável, é contabilizada como emissão por reservatórios no inventário setorial.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento local. Em síntese, Piraju apresenta indicadores de saneamento básico e resíduos sólidos superiores à média nacional e, em vários casos, ao próprio estado de São Paulo, mas exibe sinais de atenção na queda pontual da cobertura de água, no crescimento das emissões associadas a resíduos e energia, e na ausência de dados atualizados sobre eventos climáticos extremos, aspectos que devem orientar a priorização de investimentos e monitoramento futuro.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
93.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
102 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
102 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
167.359 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.657 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
76.687 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
