PirajubaMG

5.762 habitantes · IBGE 3150703

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Resumo socioambiental

Pirajuba/MG apresenta saneamento em patamar misto, mas com trajetória recente de recuperação em pontos críticos. A cobertura de água atingiu 83,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima à média mineira (84,3%, percentil 61), embora represente queda de 16,3% frente ao patamar histórico de 100% observado entre 2008 e 2009. A perda de água, por sua vez, está em 14,0% (2022), nível bem mais favorável que a mediana do país (29,9%) e de Minas Gerais (35,0%), posicionando o município no percentil 12 (quanto menor, melhor). A coleta de esgoto, com 80,6% em 2021, ficou abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), penalizada por uma queda abrupta atípica em 2016 (7,5%), possivelmente falha de reporte, com recuperação parcial nos anos seguintes.

O avanço mais expressivo está no tratamento de esgoto, que saltou de 0% (2009-2019) para 80,1% em 2022, superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a mineira (44,5%), no percentil 77. Essa evolução recente indica investimento efetivo em estações de tratamento, embora ainda não elimine o risco associado à parcela de esgoto coletado mas não tratado integralmente ao longo da série. Complementarmente, os dados censitários do IBGE mostram forte cobertura de coleta de resíduos domiciliares (96,6% em 2022, percentil 95) e baixo índice de destino inadequado (2,3%, percentil 13), sinalizando gestão consolidada de resíduos sólidos urbanos, embora as emissões de resíduos no SEEG tenham crescido 47,3% entre 2010 e 2024, chegando a 2.779 tCO₂e.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 255.730 tCO₂e em 2024, alta de 26,6% desde 2010, situando o município no percentil 66 nacional — acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), embora muito distante do total estadual. O destaque negativo é o setor energético, cujas emissões quase dobraram (+89,9%) no período, atingindo 79.667 tCO₂e e percentil 78, o que sugere aumento da demanda energética municipal não compensado por geração limpa adicional, já que a potência de biomassa instalada permanece estável em 86 MW desde 2014 (percentil 92, bem acima da mediana nacional de 5 MW).

Não há registros de eventos de cheia ou seca na base ANA para o município em 2016, o que limita a análise de risco hidroclimático recente, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento. Em síntese, Pirajuba avançou de forma notável no tratamento de esgoto e mantém bom desempenho em perdas de água e gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta o desafio de conter o crescimento das emissões, especialmente as de origem energética, e de consolidar a cobertura de esgotamento sanitário em linha com os ganhos já obtidos no tratamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.7%

2024

63
7.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

83.8%

2024

74
16.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.8%

2024

86

Perda de água

SNIS/SINISA

12.4%

2024

91
21.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.6%

2022

95
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.3%

2022

87
75.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

86 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

255.730 tCO₂e

2024

34
26.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.779 tCO₂e

2024

78
47.3% no período

Emissões de energia

SEEG

79.667 tCO₂e

2024

22
89.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.