PirambuSE
8.037 habitantes · IBGE 2805307
Resumo socioambiental
Pirambu/SE apresenta em 2022 cobertura de água de 99,2%, patamar muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média do Sergipe (91,7%), colocando o município no percentil 86 do país. Essa universalização praticamente completa do abastecimento, porém, convive com perdas de água elevadas: 55,4% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e também superior à média estadual (52,8%), no percentil 89 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Vale notar que as perdas vinham em trajetória de queda expressiva entre 2016 e 2018 (chegando a 40,1%), mas retomaram alta a partir de 2019, sinalizando possível deterioração operacional do sistema ou perda de investimentos em manutenção da rede.
No saneamento de esgoto, o município evoluiu significativamente: a cobertura de coleta domiciliar subiu de 69,8% (2010) para 85,5% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média sergipana (87,0%). O indicador de destino inadequado de dejetos caiu de 30,2% para 14,1% no mesmo período, uma redução de 53,3%, mas o valor final ainda fica próximo da mediana nacional (14,9%) e bem acima do Sergipe (8,5%), indicando que, apesar do avanço, ainda há uma parcela relevante de domicílios sem tratamento adequado — parcela essa parcialmente refletida no crescimento das emissões de resíduos, que subiram 53,7% entre 2010 e 2024, atingindo 5.256 tCO₂e.
Em termos climáticos, as emissões totais de GEE do município caíram 49,7% no período, fechando 2024 em 8.894 tCO₂e, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Pirambu no percentil 5 — entre os municípios de menor pegada de carbono do país. Chama atenção, contudo, o comportamento do setor de energia, cujas emissões saltaram de 820 tCO₂e (2010) para 9.706 tCO₂e (2024), alta de 1.084%, tornando-se hoje a principal fonte de emissões do município, superando inclusive resíduos. Essa combinação — saneamento em expansão, mas com perdas de água crescentes e emissões de energia em disparada — sugere a necessidade de atenção prioritária à eficiência da rede hídrica e à matriz energética local, mesmo diante do bom desempenho relativo em cobertura de serviços básicos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
57.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
8.894 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.256 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.706 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
