Pirapora do Bom JesusSP

18.836 habitantes · IBGE 3539103

IA

Resumo socioambiental

Pirapora do Bom Jesus apresenta quadro de saneamento aquém dos padrões estaduais e nacionais, com sinais de estagnação e retrocesso em componentes críticos. A cobertura de água atingiu 84,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas bem inferior à média paulista (95,2%), situando o município no percentil 62. A coleta de esgoto chegou a 55,2% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e distante da UF (94,6%), no percentil 28 — um dos pontos mais frágeis do dossiê. Mais preocupante é o tratamento de esgoto, que caiu para 13,6% em 2022, queda acumulada de -74,8% desde 2008 (quando chegava a 54%), ficando abaixo da mediana nacional (37,7%) e muito longe da UF (69,6%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas insuficiente frente ao porte da UF.

A perda de água na distribuição, de 38,5% em 2022, supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (32,1%), indicando ineficiência operacional que contrasta com o avanço da cobertura de água — ou seja, o sistema entrega mais água, mas desperdiça proporção maior dela. Já os indicadores de resíduos domiciliares mostram melhora: coleta de 89,7% (igual à UF, percentil 77) e destino inadequado de apenas 2,3%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior ao índice estadual (1,0%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 31.251 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de -36,6% desde 2010, situando o município no percentil 12 nacional (baixas emissões relativas). Contudo, essa tendência positiva é puxada por energia e não reflete a área de resíduos: as emissões de resíduos cresceram +34,4% no período, atingindo 12.285 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 72) —, o que dialoga diretamente com o baixo tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos nesse setor. As emissões de energia, por sua vez, cresceram +40,1%, chegando a 16.868 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município avançou em cobertura de água e gestão de resíduos sólidos domiciliares, mas enfrenta deterioração relevante no tratamento de esgoto e nas emissões associadas a resíduos, além de perdas elevadas na rede de água. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016. A prioridade de investimento deveria recair sobre ampliação do tratamento de esgoto e redução de perdas hídricas, áreas onde o município está mais distante dos parâmetros estaduais e nacionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.8%

2024

80
14.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

79.3%

2024

68
139.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

16.5%

2024

38
18.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.6%

2024

21
28.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.7%

2022

77
7.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.3%

2022

87
23.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

35 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

35 MW

2024

72
56.9% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.251 tCO₂e

2024

88
36.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.285 tCO₂e

2024

28
34.4% no período

Emissões de energia

SEEG

16.868 tCO₂e

2024

52
40.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.