PiraquaraPR

124.934 habitantes · IBGE 4119509

IA

Resumo socioambiental

Piraquara/PR apresenta saneamento consolidado, mas com sinais recentes de instabilidade estatística e pressão ambiental crescente. A cobertura de água atingiu 86,3% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da UF (89,5%, percentil 71), porém a série mostra uma ruptura abrupta em 2023 (52,2%) após anos de cobertura praticamente universal (100% entre 2020-2022), sugerindo mudança metodológica ou de reporte mais do que perda real de infraestrutura. Padrão semelhante ocorre na coleta de esgoto, que caiu de 100% histórico para 50% em 2023 e recuperou para 89,6% em 2024 — ainda assim bem acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (82,9%, percentil 82). O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu de forma consistente e positiva, alcançando 89,2% em 2024 (+29% na década), muito superior à mediana nacional (33,3%) e à UF (78,8%, percentil 92), indicando um sistema de tratamento robusto mesmo em meio às oscilações de cobertura de coleta.

A perda de água na distribuição, embora ainda alta em termos absolutos (36,2% em 2024), vem em trajetória de queda constante desde 2015 (-17,4% na variação recente), mas permanece acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%, percentil 65), indicando espaço para eficiência operacional. Do lado dos domicílios, o quadro é muito favorável: 97,4% com coleta de resíduos (2022) e apenas 0,3% com destino inadequado, posicionando o município no percentil 2 nacional (ou seja, entre os melhores do país) e bem abaixo da mediana (14,9%) e da UF (5,6%).

O ponto de maior atenção é a trajetória de emissões, especialmente as ligadas a resíduos, que mais que dobraram na década (+103,4%), passando de 21.669 para 44.065 tCO₂e entre 2010 e 2024 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 92, o que contrasta com o bom desempenho dos indicadores de coleta e destinação domiciliar, sugerindo que o crescimento populacional e a geração de resíduos têm superado os ganhos de eficiência no manejo. As emissões de energia também cresceram fortemente (+61,1%, para 76.106 tCO₂e), enquanto o total de GEE do município (108.222 tCO₂e em 2024, percentil 43) fica abaixo da mediana nacional, mas com tendência de alta desde 2021. A única unidade de destinação registrada (2016) é escassa frente ao padrão da UF (53 unidades), reforçando a necessidade de ampliar infraestrutura de tratamento e recuperação de resíduos para conter as emissões setoriais.

Por fim, o investimento público reportado ao PNCP foi de R$ 874.481 em 2026, muito abaixo da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e distante da UF (R$ 119,2 milhões), no percentil 31 — um volume baixo que pode limitar a capacidade de sustentar os avanços em saneamento e de reverter a tendência de alta nas emissões de resíduos e energia. Os registros de cheia (2 em 2016) indicam exposição h

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.3%

2024

71
2.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.6%

2024

82
10.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

89.2%

2024

92
29.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.2%

2024

35
17.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.4%

2022

97
2.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
52.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2016

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

108.222 tCO₂e

2024

57
18.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

44.065 tCO₂e

2024

8
103.4% no período

Emissões de energia

SEEG

76.106 tCO₂e

2024

23
61.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 874 mil

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.