PiratiniRS

17.792 habitantes · IBGE 4314605

IA

Resumo socioambiental

Piratini/RS apresenta um quadro de saneamento básico abaixo dos padrões nacionais e estaduais, combinado a um perfil de emissões atipicamente elevado para seu porte populacional. A cobertura de água atingiu 69,1% em 2022, com salto expressivo em relação aos anos anteriores (estagnados em torno de 58,3% entre 2016 e 2021), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 41. A perda de água, embora tenha crescido 7,0% desde 2008 (26,6% em 2022), situa-se em patamar melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (36,5%), sugerindo que a rede de distribuição não é o principal gargalo do sistema.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta de esgoto caiu para 54,8% dos domicílios em 2022 (queda de 9,9% frente a 2010), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), colocando o município no percentil 20. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos, embora tenha recuado de 39,2% para 28,6% entre 2010 e 2022, permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do RS (4,5%), situando Piratini no percentil 72 — um indicativo de que parcela relevante dos domicílios ainda depende de soluções individuais ou informais de esgotamento, com risco sanitário e ambiental associado.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 962.858 tCO₂e em 2024, com queda de 4,2% frente a 2010, mas o valor é 89 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o perfil rural do município e colocando-o no percentil 89 — entre os mais emissores do país, ainda que muito abaixo do total da UF. As emissões de resíduos, embora modestas em volume absoluto (7.944 tCO₂e em 2024, +13,4% desde 2010), superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga com a baixa cobertura de coleta de esgoto e reforça a necessidade de políticas integradas de gestão de resíduos e saneamento. As emissões de energia (23.706 tCO₂e, -8,9%) também superam a mediana nacional, mas a presença de 10 MW de potência instalada em biomassa desde 2010 — acima da mediana nacional (5 MW) — indica uma matriz energética local com componente renovável relevante.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de eventos de cheia registrados, mas 6 registros de seca observada, valor superior à mediana nacional (0) e concentrado no percentil 79, sinalizando maior vulnerabilidade a estiagens do que a inundações. Em conjunto, os dados sugerem que a prioridade de investimento deveria recair sobre a ampliação da coleta e tratamento de esgoto, dado seu efeito cascata sobre emissões de resíduos, destino inadequado de dejetos e qualidade ambiental, mantendo-se atenção à gestão hídrica frente ao histórico de seca.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.6%

2024

38
23.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.5%

2024

86
13.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.8%

2022

20
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.6%

2022

28
27.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

962.858 tCO₂e

2024

11
4.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.944 tCO₂e

2024

41
13.4% no período

Emissões de energia

SEEG

23.706 tCO₂e

2024

45
8.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.