PitangueirasSP

34.416 habitantes · IBGE 3539509

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Resumo socioambiental

Pitangueiras/SP apresenta infraestrutura de saneamento de destaque em cobertura e coleta, mas com lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 96,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (95,2%), colocando o município no percentil 80. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a média paulista (94,6%), no percentil 100. Contudo, o tratamento de esgoto é de 0,0% desde pelo menos 2008, valor muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e do estado (69,6%), no percentil 25 — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um contraste severo entre coleta universalizada e ausência total de tratamento. A perda de água também chama atenção: 30,0% em 2022, com tendência de alta (+3,5%), praticamente igual à mediana nacional (29,9%) mas acima do desejável, indicando ineficiência na distribuição que pressiona custos operacionais.

No âmbito dos domicílios, o quadro é positivo: 97,0% têm coleta de resíduos (2022), muito acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), no percentil 96. O destino inadequado de resíduos caiu para 1,9%, redução de 26,2% frente a 2010, embora ainda supere o índice do estado (1,0%), ficando no percentil 11 nacional — ou seja, entre os municípios com menor proporção de destinação inadequada no Brasil.

As emissões de GEE somaram 404.007 tCO₂e em 2024, com alta de 12,9% no ano, situando o município no percentil 76 nacional, puxadas principalmente pelo setor de energia (240.298 tCO₂e, +22,1%) e por resíduos (24.585 tCO₂e, +32,5%). O crescimento das emissões de resíduos, mesmo com boa cobertura de coleta, sugere que o problema não é o descarte informal, mas sim a geração crescente de resíduos e a ausência de tratamento de esgoto, que também contribui para a carga orgânica não mitigada. A presença de 190 MW de potência térmica fóssil (percentil 95 nacional) reforça a dependência energética de fontes emissoras, coerente com o peso do setor energético nas emissões totais do município.

Em segurança hídrica, o índice de 3,000 (2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da referência estadual (3,881), no percentil 50, sinalizando vulnerabilidade futura que merece atenção preventiva, ainda que não haja registros de cheias ou secas reportados em 2016. Para os gestores, as prioridades emergem claras: universalizar o tratamento de esgoto, reduzir perdas na distribuição de água e conter o crescimento das emissões de energia e resíduos, aproveitando a já consolidada cobertura de saneamento básico como base para ganhos socioambientais mais amplos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.2%

2024

87
3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.2%

2024

92
3.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

87.8%

2024

91

Perda de água

SNIS/SINISA

17.4%

2024

82
39.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.0%

2022

96
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
26.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

190 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

404.007 tCO₂e

2024

24
12.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.585 tCO₂e

2024

14
32.5% no período

Emissões de energia

SEEG

240.298 tCO₂e

2024

9
22.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.