PitanguiMG

27.734 habitantes · IBGE 3151404

IA

Resumo socioambiental

Pitangui apresenta uma situação mista em saneamento básico, com pontos fortes em cobertura de rede e um problema estrutural crítico no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 86,7% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), embora tenha recuado 3,0% frente a anos anteriores. A coleta de esgoto, em 92,5% (2024), supera folgadamente a mediana do país (59,9%) e situa o município no percentil 86 nacional. Entretanto, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2011, contra uma mediana nacional de 33,3% e UF de 44,6% — um contraste severo entre a capacidade de coletar e a incapacidade de tratar o esgoto gerado, que representa o principal passivo ambiental do município.

A perda de água na distribuição, de 22,0% em 2024, mostrou melhora expressiva (-11,4% na variação e queda acentuada frente ao pico de 38,5% em 2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), o que indica ganho de eficiência operacional recente no sistema de abastecimento. Em paralelo, os indicadores do Censo reforçam avanço na gestão de resíduos domiciliares: a coleta de lixo alcançou 91,2% dos domicílios em 2022, e o destino inadequado caiu para 6,5%, uma redução de 44,7% desde 2010, embora ainda ligeiramente abaixo da UF (7,4%) em termos de posição relativa.

Essa melhoria na gestão de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões associadas ao setor: as emissões de resíduos somaram 16.215 tCO₂e em 2024, com alta de 28,9% desde 2010, posicionando o município no percentil 79 nacional — ou seja, entre os mais emissores nessa categoria, possivelmente relacionado à disposição final ambientalmente inadequada mesmo com boa cobertura de coleta. As emissões totais de GEE, de 225.374 tCO₂e (2024), caíram 9,3% na série, mas permanecem no percentil 63 do país, puxadas também pelo setor de energia (79.071 tCO₂e, percentil 78), enquanto a matriz elétrica local mantém 5 MW de biomassa estáveis desde 2010 e apenas 4 MW de fonte térmica fóssil.

Em síntese, Pitangui exibe infraestrutura de água e esgoto bem posicionada em cobertura relativa ao Brasil, mas enfrenta dois desafios centrais para a gestão ambiental: a ausência total de tratamento de esgoto, que compromete a qualidade dos corpos hídricos receptores, e o crescimento das emissões ligadas a resíduos, que sugere necessidade de investimento em estações de tratamento e em destinação final mais eficiente, temas prioritários para a agenda de gestores locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.7%

2024

72
3.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

92.5%

2024

86
4.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

22.0%

2024

70
11.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.2%

2022

80
3.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.5%

2022

70
44.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

9 MW

BiomassaTérmica (fóssil)

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

4 MW

2024

68
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

57.9%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

225.374 tCO₂e

2024

37
9.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.215 tCO₂e

2024

21
28.9% no período

Emissões de energia

SEEG

79.071 tCO₂e

2024

22
3.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.