PlanaltinoBA

8.254 habitantes · IBGE 2924900

IA

Resumo socioambiental

Planaltino/BA apresenta um quadro de saneamento básico crítico frente aos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água chegou a 41,2% em 2022, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 13 do país — ou seja, entre os piores desempenhos nacionais nesse quesito, apesar do avanço de +21,9% desde 2008. Já a coleta de esgoto atinge apenas 56,1% dos domicílios (2022), também aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda afeta 27,1% dos domicílios — quase o dobro da mediana do país (14,9%) e acima do percentil 70, indicando risco sanitário e ambiental relevante, mesmo com melhora expressiva frente aos 50,7% de 2010.

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu de patamares acima de 20-30% ao longo da série para 4,2% em 2022, valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), colocando o município no percentil 4 (melhor desempenho relativo). Essa combinação — baixa cobertura, mas baixa perda — sugere uma rede pequena e mais recente, ainda insuficiente para atender à maior parte da população, e não necessariamente eficiência operacional consolidada.

Do lado das emissões, o município registrou salto expressivo em 2024, com 266.848 tCO₂e totais, alta de 240,2% em relação a 2010 e quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 67. As emissões de resíduos somaram 3.442 tCO₂e (2024, +53,0% desde 2010), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta de lixo e esgoto — menor volume tratado formalmente tende a gerar menos emissões contabilizadas nesse setor, mas às custas de disposição inadequada no território. As emissões de energia também cresceram (8.291 tCO₂e em 2024, +168,9%), ainda assim inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas houve 9 registros de seca observada no mesmo ano, no percentil 85 nacional, indicando maior propensão a episódios de estiagem em relação à maioria dos municípios brasileiros. Diante desse cenário, a expansão do saneamento básico — sobretudo água e esgoto — deve ser prioridade de gestão, tanto para reduzir riscos sanitários quanto para conter o crescimento das emissões associadas a resíduos e energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.2%

2024

18
28.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.0%

2024

94
67.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.1%

2022

21
13.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.1%

2022

30
46.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

266.848 tCO₂e

2024

33
240.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.442 tCO₂e

2024

71
53.0% no período

Emissões de energia

SEEG

8.291 tCO₂e

2024

68
168.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.