Planalto AlegreSC

3.053 habitantes · IBGE 4213153

IA

Resumo socioambiental

Planalto Alegre/SC apresenta um quadro crítico em saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2019, contra mediana nacional de 87,8% (2021) e 43,6% em Santa Catarina, posicionando o município no percentil 1 do país. O tratamento de esgoto também é 0,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (37,7%) e estadual (39,7%). A cobertura de água, embora tenha melhorado para 75,5% em 2022, ainda representa queda acumulada de -24,5% desde 2009, quando o índice era de 100%, e fica ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média catarinense (90,1%). A perda de água, por sua vez, subiu para 7,7% em 2022 (+176,6% desde 2009), mas segue em patamar favorável frente ao Brasil (mediana 29,9%) e a SC (34,6%).

No manejo de resíduos domiciliares, o quadro é ambíguo: a coleta de lixo alcançou 59,7% dos domicílios em 2022, evolução de +18,9% frente a 2010, porém ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito aquém do padrão estadual (89,7%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 27,5% (-44,7% desde 2010), mas permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do índice catarinense (3,2%), posicionando o município no percentil 71 — entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna em coleta e destinação adequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos aumentaram +26,1% desde 2010, atingindo 2.226 tCO₂e em 2024, mesmo com o total de emissões do município em queda.

As emissões totais de GEE recuaram para 31.751 tCO₂e em 2024 (-26,3% frente a 2010), valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Planalto Alegre no percentil 12 — entre os municípios de menor impacto climático relativo do país. Entretanto, as emissões de energia cresceram expressivamente, +169,4% desde 2010, alcançando 7.160 tCO₂e em 2024, tendência oposta à trajetória geral de queda e que merece monitoramento. Eventos hidrológicos extremos também marcaram 2016, com 2 registros de cheia e 6 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), sinalizando vulnerabilidade climática que pode se agravar diante da infraestrutura de saneamento ainda incompleta.

Em síntese, o município combina baixo impacto climático agregado com deficiências estruturais graves em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, cenário que exige investimento prioritário em coleta e tratamento de esgoto — hoje inexistentes — e em ampliação da coleta domiciliar, de modo a reverter tanto os riscos sanitários quanto o crescimento das emissões associadas a resíduos e energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.1%

2024

57
12.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.6%

2024

2

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

29.8%

2024

48
493.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.7%

2022

25
18.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.5%

2022

29
44.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.751 tCO₂e

2024

88
26.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.226 tCO₂e

2024

85
26.1% no período

Emissões de energia

SEEG

7.160 tCO₂e

2024

72
169.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.