PoáSP

106.431 habitantes · IBGE 3539806

IA

Resumo socioambiental

Poá apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios crescentes na área de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e a média do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2024, com evolução de +14,1% desde 2009, muito acima da mediana brasileira (59,9%). O tratamento de esgoto, embora tenha recuado ligeiramente para 84,8% em 2024 (ante 85,5% em 2023), permanece expressivamente superior à mediana nacional (33,3%) e à média estadual (66,6%), colocando o município no percentil 89. A perda de água, indicador em que menor é melhor, ficou em 28,6% em 2024, próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), mas ainda distante do patamar mínimo histórico de 4,9% registrado em 2015 — sinalizando espaço para melhoria na gestão da rede de distribuição.

No que se refere aos domicílios, o Censo de 2022 indica 97,5% de cobertura de coleta de resíduos e apenas 0,3% de destinação inadequada, ambos consideravelmente melhores que as medianas nacionais (76,9% e 14,9%, respectivamente) e também superiores à média estadual. Essa boa infraestrutura de coleta domiciliar contrasta, porém, com o quadro de emissões: as emissões de resíduos somaram 65.643 tCO₂e em 2024, um salto de +113,2% desde 2010, posicionando o município no percentil 95 nacional — ou seja, entre os que mais emitem nesse setor, mesmo com cobertura de coleta quase universal. Isso sugere que o gargalo não está no acesso ao serviço, mas na destinação final e no tratamento dos resíduos coletados, possivelmente em aterros sem captura de metano.

As emissões totais de GEE atingiram 238.347 tCO₂e em 2024, com alta de 46,1% desde 2010, situando o município no percentil 65 nacional. As emissões de energia, de 173.366 tCO₂e, cresceram 30,7% no período e representam a maior fatia do total, seguidas pelas de resíduos. Vale notar que os três indicadores de emissão recuaram em 2024 após picos em 2023, mas a tendência de longo prazo permanece de crescimento, o que exige atenção da gestão pública para políticas de mitigação, especialmente considerando o histórico de eventos de cheia (1 registro em 2016) que reforça a vulnerabilidade climática do município.

Em síntese, Poá demonstra excelência em infraestrutura de saneamento e coleta de resíduos, refletindo investimentos consistentes ao longo dos anos, mas esse avanço não se traduziu em controle equivalente das emissões associadas, sobretudo na gestão de resíduos sólidos e no setor energético — uma contradição que merece prioridade nas próximas estratégias ambientais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
14.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

84.8%

2024

89
12.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
35.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.5%

2022

97
2.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
19.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

238.347 tCO₂e

2024

35
46.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

65.643 tCO₂e

2024

5
113.2% no período

Emissões de energia

SEEG

173.366 tCO₂e

2024

12
30.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.