Poço BrancoRN

12.619 habitantes · IBGE 2410108

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Resumo socioambiental

Poço Branco/RN apresenta em 2024 cobertura de água de 75,4%, praticamente em linha com a mediana nacional (73,2%) e com o valor do Rio Grande do Norte (75,1%), posicionando o município no percentil 53. Contudo, essa cobertura convive com perda de água extremamente elevada, de 77,2% em 2024, muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (40,7%), colocando o município no percentil 97 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. A série histórica mostra que a perda vem se agravando desde 2015 (65,8%), com pico de 80,2% em 2023, indicando ineficiência crescente na gestão da rede de abastecimento, que compromete o ganho relativo em cobertura observado desde 2010.

No saneamento de esgoto, a situação também é preocupante: apenas 71,4% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e bem distante da UF (86,4%), com percentil 41. O destino inadequado de dejetos atinge 28,3% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais de três vezes o valor da UF (9,3%), situando o município no percentil 72 — entre os piores do país. Essa fragilidade no manejo de esgoto e resíduos ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 7.841 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 58) e com alta acumulada de 30% desde 2010, refletindo o crescimento constante da geração de resíduos sem tratamento adequado.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 49.582 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 21), com trajetória oscilante ao longo da série — picos em 2012-2013 (acima de 63 mil e 75 mil tCO₂e) seguidos de forte queda em 2018 (20.719 tCO₂e) e recuperação recente (+5,7% em 2024 frente a 2023). As emissões de energia, embora crescentes desde 2010, permanecem baixas em termos relativos (2.456 tCO₂e, percentil 9), indicando que o principal vetor de pressão ambiental do município está nos resíduos e no saneamento, não na matriz energética.

Os dados de eventos hidrológicos, restritos a 2016, registram ausência de cheias e sete ocorrências de seca observada, acima da mediana nacional (zero), mas defasados e insuficientes para inferir tendência atual. Em síntese, Poço Branco enfrenta um desafio estrutural de eficiência hídrica e de tratamento de esgoto e resíduos, que se reflete diretamente no aumento das emissões associadas a esse setor, exigindo investimento prioritário em redução de perdas na distribuição de água e ampliação da coleta e destinação adequada de esgoto.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.4%

2024

53
41.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

77.2%

2024

3
7.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.4%

2022

41
10.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.3%

2022

28
20.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

49.582 tCO₂e

2024

79
5.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.841 tCO₂e

2024

42
30.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.456 tCO₂e

2024

91

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.