Poço DantasPB

3.932 habitantes · IBGE 2512036

IA

Resumo socioambiental

Poço Dantas/PB apresenta quadro crítico no saneamento básico, especialmente no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 16,7% em 2022, patamar muito inferior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A série histórica mostra queda persistente desde 2010 (24,8%), com variação de -32,7% no período, indicando deterioração estrutural do sistema de abastecimento. Paradoxalmente, a perda de água na distribuição está em 35,5% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e próxima da UF (37,3%), o que agrava a escassez de água tratada disponível à população.

O esgotamento sanitário revela contradição relevante: a coleta de esgoto atinge 100% em 2021 (percentil 100 nacional), mas o tratamento efetivo é de 0,0% em 2022, e o município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional porém muito abaixo das 38 unidades médias da UF. Isso significa que, embora o esgoto seja coletado, ele não recebe tratamento adequado antes do descarte, com impacto direto na qualidade ambiental e na saúde pública. Esse cenário é reforçado pelos dados do Censo: apenas 60,2% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 26, abaixo da mediana nacional de 76,9%), e 33,9% têm destino inadequado de dejetos, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), embora tenha havido melhora de -30,6% desde 2010.

Em termos de emissões de GEE, o município tem impacto absoluto pequeno frente ao cenário nacional: 21.589 tCO₂e em 2024, no percentil 8, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, chama atenção o crescimento das emissões de energia (+402,6% desde 2010, chegando a 2.389 tCO₂e em 2024) e de resíduos (+50,8%, atingindo 1.505 tCO₂e), sugerindo pressão crescente associada à urbanização e ao consumo energético, ainda que a saneamento inadequado (sem tratamento de esgoto) não se traduza proporcionalmente em emissões computadas de resíduos.

O município também está exposto a eventos hidrológicos extremos: registrou 4 ocorrências de cheia e 16 de seca em 2016, ambos no percentil 96 nacional, evidenciando vulnerabilidade climática elevada. Esse quadro combinado — baixa cobertura de água, perdas elevadas, ausência de tratamento de esgoto e exposição a extremos climáticos — recomenda priorização de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento como agenda central de gestão ambiental e de saúde pública local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

10.6%

2024

1
57.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

36.4%

2024

28
61.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.1%

2024

18

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.2%

2022

26
17.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.9%

2022

21
30.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

21.589 tCO₂e

2024

92
14.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.505 tCO₂e

2024

94
50.8% no período

Emissões de energia

SEEG

2.389 tCO₂e

2024

91
402.6% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

16

2016

4
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.