Poço FundoMG
16.791 habitantes · IBGE 3151701
Resumo socioambiental
Poço Fundo/MG apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 54,8%, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do desempenho mineiro (84,3%), posicionando o município no percentil 24 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que essa cobertura vem caindo estruturalmente desde 2008 (60,0%), com queda acumulada de -8,6% no período recente, mesmo com a perda de água na distribuição tendo melhorado significativamente, caindo de 19,4% (2008) para 12,7% (2022), nível bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), colocando o município no percentil 11 (favorável). Ou seja, a rede é eficiente onde opera, mas não consegue ampliar o alcance da cobertura.
O esgotamento sanitário revela um quadro preocupante e contraditório: a coleta de esgoto está em 99,7% (2020), muito acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), mas o tratamento de esgoto caiu abruptamente para 0,0% em 2022, após anos de 100% entre 2015 e 2020. Essa reversão sugere descontinuidade operacional ou falha em estação de tratamento, o que é grave: todo o esgoto coletado está sendo hoje lançado sem tratamento, na contramão da mediana nacional de 37,7% e da UF (44,5%). Essa lacuna dialoga diretamente com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram +13,5% desde 2010 até 13.697 tCO₂e em 2024, situando o município no percentil 75 nacional (pior que a maioria), indicando que a gestão de resíduos e efluentes é um ponto crítico a ser priorizado por gestores.
Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram -31,0% entre 2010 e 2024 (de 172.623 para 119.181 tCO₂e), ficando próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultado puxado principalmente pela redução em outros setores, já que as emissões de energia dobraram (+100,4%) no mesmo período, atingindo 43.352 tCO₂e em 2024 — percentil 67, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). O município mantém potência hidráulica estável em 30 MW desde 2010, acima da mediana nacional (10 MW), o que evidencia dependência de geração hidrelétrica de pequeno porte. Some-se a isso o histórico de eventos de cheia (3 registros em 2016, percentil 93 nacional, indicando vulnerabilidade superior à maioria dos municípios), sem registros de seca no mesmo ano.
Em síntese, Poço Fundo enfrenta um desafio duplo: ampliar a cobertura de água, hoje insuficiente e em tendência de queda, e recuperar urgentemente a capacidade de tratamento de esgoto, que retrocedeu a zero após anos de desempenho pleno — uma reversão que compromete os ganhos ambientais observados na redução geral de emissões e amplia riscos sanitários e climáticos, especialmente diante do histórico de eventos de cheia no município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
57.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
10.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
30 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
119.181 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.697 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
43.352 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
