PomerodeSC
36.392 habitantes · IBGE 4213203
Resumo socioambiental
Pomerode apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com forte deterioração nos últimos anos. A cobertura de água caiu para 75,5% em 2024, recuo de -23,2% frente ao pico histórico de 98,2% em 2010, ficando abaixo da UF (86,8%) embora próxima da mediana nacional (73,2%, percentil 54). Mais crítico é o saneamento de esgoto: apenas 1,6% de coleta e 2,7% de tratamento em 2024, muito distantes da mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e da própria UF (42,3% e 37,3%), posicionando o município no percentil 1 em coleta — um dos piores do país. A perda de água na distribuição também é alarmante, atingindo 36,5% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), com salto de +293,3% desde 2010, indicando ineficiência crescente na rede apesar da estagnação nos investimentos em tratamento.
Chama atenção a contradição entre os dados de infraestrutura formal de esgoto e os indicadores censitários de destino de resíduos domiciliares: o Censo 2022 aponta 98,4% de domicílios com coleta e apenas 0,5% de destinação inadequada, colocando Pomerode no percentil 99 e 3, respectivamente — resultados excelentes. Essa aparente discrepância sugere que a coleta de resíduos sólidos urbanos é eficiente, mas o esgotamento sanitário (rede coletora e ETEs) permanece extremamente incipiente, com apenas 1 unidade de ETE registrada desde 2020, mesmo patamar da mediana nacional, mas muito aquém da UF (113 unidades).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 92.349 tCO₂e em 2024 (-21,0% em relação a 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultado favorável explicado principalmente pela retração das emissões de outros setores no período mais recente. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +55,5% desde 2010, chegando a 11.991 tCO₂e (percentil 71, quase o dobro da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), e as emissões de energia subiram +50,5%, para 78.602 tCO₂e (percentil 78) — ambas em trajetória de alta, contrastando com a redução geral do total. A matriz de energia renovável local é modesta, com potência solar de 444 kW (percentil 33) e biomassa de 2 MW (percentil 32), abaixo da mediana nacional, indicando espaço para expansão da geração distribuída como contrapartida ao crescimento das emissões energéticas.
Em síntese, Pomerode combina bons indicadores de coleta domiciliar de resíduos com um dos piores desempenhos do país em esgotamento sanitário, além de perdas de água crescentes e emissões setoriais (resíduos e energia) em trajetória ascendente. A gestão municipal deveria priorizar investimentos em rede coletora e estações de tratamento de esgoto, controle de perdas na distribuição de água e expansão de fontes renováveis, de modo a reverter tendências que hoje colocam o município em desvantagem relativa mesmo dentro do contexto catarinense.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
444 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
129 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
444 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
92.349 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.991 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
78.602 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
