Ponte Alta do NorteSC
3.249 habitantes · IBGE 4213351
Resumo socioambiental
Ponte Alta do Norte encerra 2024 com cobertura de água de 89,8%, acima da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (86,8%), posicionando o município no percentil 77. Contudo, houve queda de 4,2% em relação ao pico de 100% registrado em 2022, e a série mostra oscilação relevante desde 2010. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 58,1% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), colocando o município no percentil 89, ou seja, entre as piores situações do país nesse quesito. Essa perda elevada indica ineficiência operacional na rede, mesmo com boa cobertura nominal de atendimento.
Em saneamento, o quadro é predominantemente positivo: a coleta de esgoto atingiu 94,7% em 2020, muito acima da mediana nacional (59,9%) e do estado (42,3%), com crescimento de 14,1% desde 2010. O tratamento de esgoto alcançou 100% em 2020, partindo de 0% em 2010 e 2017 — um salto expressivo que supera amplamente a mediana nacional (33,3%) e a UF (37,3%). Essa evolução se reflete também nos domicílios com destino inadequado de resíduos, que caíram para 3,0% em 2022 (variação de -49,8% desde 2010), próximo do patamar estadual (3,2%) e bem abaixo da mediana nacional (14,9%). A coleta domiciliar, embora tenha recuado ligeiramente para 93,0% em 2022, permanece superior à média nacional (76,9%) e estadual (89,7%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 47.370 tCO₂e em 2024, uma redução de 72,2% frente a 2010, aproximando-se da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 20 — ou seja, entre os menores emissores do país. As emissões de energia também recuaram (-24,7%), embora ainda acima da mediana nacional, refletindo picos pontuais em 2022 e 2023. Já as emissões de resíduos seguem trajetória oposta, com alta de 18,1% desde 2010, atingindo 1.701 tCO₂e em 2024 — valor, porém, muito inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o avanço no tratamento de esgoto não impediu um crescimento moderado nas emissões associadas à gestão de resíduos sólidos.
Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 2 de seca em 2016, ambos abaixo da média estadual em termos absolutos, mas com percentis nacionais elevados (76 e 64, respectivamente), indicando exposição a eventos extremos superior à maioria dos municípios brasileiros. A potência hidráulica instalada permanece estável em 999 kW desde 2015, valor bem abaixo da mediana nacional (10 MW), sem indícios de expansão da matriz energética local nesse período.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
94.7%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
58.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
999 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
999 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
47.370 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.701 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
44.629 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
