Ponte Alta do TocantinsTO
7.842 habitantes · IBGE 1717909
Resumo socioambiental
Ponte Alta do Tocantins apresenta quadro socioambiental preocupante, com defasagem estrutural em saneamento e crescimento expressivo de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 61,0% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante da média do Tocantins (84,2%), posicionando o município apenas no percentil 33 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que atingiu 49,8% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (30,8%), colocando o município no percentil 83 (entre os piores do Brasil). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência operacional relevante do sistema de abastecimento, que compromete tanto a universalização do serviço quanto a sustentabilidade hídrica local.
No saneamento de esgoto, apenas 64,5% dos domicílios tinham coleta em 2022, também abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%). Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 33,7% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional e da UF (14,9% em ambos), situando o município no percentil 79 — entre os piores do país nesse quesito. Apesar da melhora histórica (redução de 17,1% desde 2010), o patamar permanece crítico e ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que somaram 3.301 tCO₂e em 2024, avanço de 63,4% frente a 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O dado mais alarmante do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que atingiram 3.176.029 tCO₂e em 2024 — alta de 172,6% em relação a 2010, com forte aceleração a partir de 2023. Esse valor é 23 vezes maior que a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 97, ou seja, entre os municípios mais emissores do Brasil, embora ainda muito distante do total da UF. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (+161,6% desde 2010, chegando a 13.241 tCO₂e em 2024), mas o salto expressivo do total sugere forte contribuição de mudança de uso do solo, não detalhada neste dossiê.
Não há indícios de eventos extremos de cheia ou seca nos registros disponíveis (ambos com 0 ocorrências em 2016), e a potência hidráulica instalada permanece estável em 15 MW desde 2010, acima da mediana nacional (10 MW). Em síntese, o desafio prioritário do município é a modernização da infraestrutura de água e esgoto — reduzindo perdas e ampliando cobertura — associada ao monitoramento mais detalhado das fontes de emissões de GEE, dado o crescimento atípico e acentuado observado nos últimos dois anos da série.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
49.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
15 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
15 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.176.029 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.301 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.241 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
