Ponto dos VolantesMG

11.077 habitantes · IBGE 3152170

IA

Resumo socioambiental

Ponto dos Volantes/MG apresenta indicadores de saneamento significativamente abaixo dos padrões nacionais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 46,0% em 2024, patamar muito inferior à mediana brasileira (73,2%) e à média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 17 do país. Chama atenção, contudo, a evolução da perda de água na distribuição, que caiu de patamares acima de 50% entre 2017 e 2020 para 15,1% em 2024 — resultado melhor até que a mediana nacional (29,1%) e a UF (35,8%), indicando ganho real de eficiência operacional mesmo com cobertura ainda limitada.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 44,0% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), ante mediana nacional de 76,9% e mineira de 86,1% (percentil 10). Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 41,8% dos domicílios, quase três vezes a mediana do país (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), colocando o município no percentil 87 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa lacuna estrutural em saneamento básico tende a gerar impactos sobre saúde pública e qualidade dos recursos hídricos locais, especialmente relevante dado o histórico de seca observada (6 registros em 2016, acima da mediana nacional de 0).

Em emissões de GEE, o município registrou 399.184 tCO₂e em 2024, valor quase três vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 76. A série histórica mostra forte volatilidade, com pico de 1,34 milhão de tCO₂e em 2012 provavelmente ligado a mudanças de uso da terra, seguido de estabilização recente. As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de coleta de esgoto e disposição inadequada de dejetos, cresceram 35,6% desde 2010, atingindo 5.750 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que merece monitoramento. As emissões de energia, por sua vez, caíram 39,1% no período, embora acima da mediana nacional.

Em síntese, Ponto dos Volantes combina avanços pontuais em eficiência hídrica com déficits estruturais graves em esgotamento sanitário, que se refletem no aumento das emissões associadas a resíduos. A priorização de investimentos em coleta e tratamento de esgoto tende a gerar ganhos simultâneos em saúde ambiental, redução de emissões e aproximação dos indicadores municipais à média nacional e estadual.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

46.0%

2024

17
39.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.1%

2024

87
51.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.0%

2022

10
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.8%

2022

13
26.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

399.184 tCO₂e

2024

24
0.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.750 tCO₂e

2024

53
35.6% no período

Emissões de energia

SEEG

26.704 tCO₂e

2024

43
39.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.