PorangaCE

12.423 habitantes · IBGE 2311009

IA

Resumo socioambiental

Poranga/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico e substancialmente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 37,9% em 2022, com queda de -5,0% frente à série histórica e posicionando o município no percentil 10 nacional, muito distante da mediana brasileira de 76,5% e da média cearense de 69,9%. Chama atenção o fato de que a perda de água no sistema de abastecimento subiu para 45,2% em 2022 (percentil 79, ou seja, entre as piores do país), indicando que a rede perde quase metade do volume distribuído — um problema que se agrava justamente enquanto a cobertura cai, sugerindo deterioração da infraestrutura hídrica local.

Na área de esgotamento sanitário, a situação também é preocupante, ainda que com sinais de avanço relativo. A coleta de esgoto chegou a 22,0% em 2021 (percentil 12) e o tratamento a 25,4% em 2022 (percentil 44, mais próximo da mediana nacional de 37,7%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limiar da mediana nacional. Do ponto de vista domiciliar, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 35,0% dos domicílios em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) — embora tenha caído significativamente desde 2010 (57,3%), evidenciando melhoria de longo prazo ainda insuficiente frente ao padrão do país.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 105.759 tCO₂e em 2024, com forte oscilação na série (pico de 265.191 tCO₂e em 2023) e percentil 42, próximo da mediana nacional. As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, cresceram +59,3% desde 2010, atingindo 6.187 tCO₂e (percentil 50, exatamente na mediana), refletindo o vínculo direto entre a fragilidade do saneamento e a geração de gases de efeito estufa por decomposição de resíduos. As emissões de energia, embora ainda abaixo da mediana nacional (percentil 32), cresceram 80,4% no período.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a eventos de seca (13 registros, percentil 92) frente a poucas ocorrências de cheia (1 registro, percentil 76), reforçando o perfil de vulnerabilidade hídrica do município, que combina escassez climática com ineficiência operacional dos sistemas de água e esgoto. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de investimentos em redução de perdas de água, ampliação da cobertura de esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos sólidos, medidas que tendem a gerar efeitos positivos simultâneos sobre saúde pública, resiliência hídrica e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.6%

2024

16
9.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

16.4%

2024

13
204.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.9%

2024

45
83.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.5%

2024

22
42.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.8%

2022

29
47.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.0%

2022

20
38.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

105.759 tCO₂e

2024

58
194.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.187 tCO₂e

2024

50
59.3% no período

Emissões de energia

SEEG

8.269 tCO₂e

2024

68
80.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.